RIO DE JANEIRO — O Rio de Janeiro registrou o setembro mais chuvoso desde o início das medições municipais, em 1997. O Alerta Rio, sistema de alertas da prefeitura, contabilizou 171,9 milímetros de chuva até esta quarta-feira (23).
O volume foi informado pelo sistema da prefeitura em mensagem enviada à agência AFP. O mau tempo também atingiu outras metrópoles do Sudeste, incluindo São Paulo, onde o Instituto Nacional de Meteorologia registrou um recorde de chuvas para setembro. Na capital paulista, a chuva piorou os congestionamentos.
Especialistas relacionam as condições a uma combinação de fatores climáticos, entre eles o El Niño, que pode estar entre os mais intensos já registrados neste ano. A meteorologista Estael Sias afirmou que massas de ar frio vindas da Antártida também atingem alguns estados e disse: “O El Niño que tem favorecido esses episódios extremos. É o pano de fundo neste ano.”
No Rio, a chuva afetou o movimento e o turismo em áreas como Copacabana. Brian Silva, gerente de um restaurante na praia, relatou uma queda no movimento e uma leve baixa do turismo.
Para turistas, o tempo alterou os planos. O holandês Flo van Raalte disse que ele e seus acompanhantes passaram a procurar museus e tomar café em Copacabana e Ipanema.
O Brasil enfrentou vários eventos extremos nos últimos anos, entre enchentes e secas, associados por especialistas ao aquecimento global.


