São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

São Paulo registra inverno mais chuvoso da série histórica desde 1995

A cidade acumulou 417,1 mm de chuva, e o Cantareira terminou a estação com 40,6% do volume útil.

São Paulo registra inverno mais chuvoso da série histórica desde 1995
Foto: TV Globo

A cidade de São Paulo registrou o inverno mais chuvoso desde o início da série histórica do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), em 1995. Entre 5h24 de 20 de junho e 21h05 de 22 de setembro, foram acumulados 417,1 mm de precipitação — 219,6% acima dos 130,5 mm esperados para o período.

No inverno de 2025, o volume registrado havia sido de 87 mm. Entre os meses da estação, apenas julho terminou com chuva abaixo da média. Setembro teve o maior destaque: acumulou 294,3 mm até 22 de setembro e se tornou o setembro mais chuvoso da série histórica.

Influência sobre as chuvas e as temperaturas

O meteorologista do CGE Thomaz Garcia atribuiu o comportamento a uma combinação de fatores. O período ficou sob influência do El Niño, mas a presença de águas mais frias que o normal no Atlântico Sul, próximas à foz do Rio da Prata, à costa do Uruguai e ao Rio Grande do Sul, favoreceu a passagem mais frequente de frentes frias. A umidade vinda da Amazônia também se juntou às instabilidades, aumentando a força das tempestades.

As chuvas alteraram as temperaturas médias. Em junho, a mínima foi de 12,2°C, ante 13,4°C da média histórica, enquanto a máxima ficou em 21,4°C, contra 23°C. Em julho, as mínimas registradas foram de 12,5°C, próximas dos 12,6°C esperados, e as máximas chegaram a 23,6°C, acima dos 22,9°C históricos.

Em agosto, a mínima média foi de 14,8°C e a máxima, de 25,6°C, acima das respectivas médias históricas de 13,3°C e 24,3°C. Já em setembro, a mínima ficou em 13,7°C, contra 15,2°C, e a máxima, em 21°C, ante 26°C.

Reservatórios

O volume de chuva ajudou a recuperar os mananciais que abastecem a região metropolitana de São Paulo. Desde 2000, quando a Sabesp iniciou os registros dos reservatórios, apenas em 2004 e neste ano o Sistema Cantareira terminou o inverno com volume superior ao do início da estação.

O Cantareira passou de 39,1% do volume útil em 20 de junho para 40,6% no fim do inverno. O nível havia chegado a 33% em 31 de agosto; considerando essa mínima, a recuperação foi de 7,6 pontos percentuais, equivalente à entrada de 74,58 bilhões de litros de água em 22 dias.

No Sistema Integrado Metropolitano (SIM), o nível subiu de 50,7% para 55%, com recuperação de 231,86 bilhões de litros. O reservatório de Rio Claro, no interior paulista, foi o único a registrar queda, de 64,5% para 51,8%.

A previsão dos climatologistas é de que a primavera continue sob influência do El Niño, com chuva acima da média e temperaturas em elevação. Thomaz Garcia afirma que ainda podem ocorrer períodos de baixa umidade do ar e calor intenso, porque os dias tendem a ser mais longos e a chuva permanece irregular.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.