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Sobreviventes de intoxicação por metanol enfrentam perda de visão um ano depois

Vítimas relatam sequelas permanentes, reabilitação e expectativa por responsabilização e avanços médicos.

Sobreviventes de intoxicação por metanol enfrentam perda de visão um ano depois
Foto: Reprodução/TV Globo

Um ano após a crise envolvendo bebidas contaminadas com metanol, sobreviventes da intoxicação ainda lidam com perda de visão, restrições para tarefas cotidianas e processos de reabilitação. Alguns dos atingidos também aguardam a responsabilização de pessoas envolvidas na produção e na distribuição dos produtos adulterados.

O ex-garçom Cláudio Crespi perdeu completamente a visão depois de consumir vodca adulterada em um bar de Guarulhos. Ele passou nove dias em coma e precisou reaprender atividades básicas, como ler, andar e falar. Atualmente, participa de atividades de reabilitação para tentar recuperar autonomia.

“Eu fiquei cego, né? Aos 55 anos. Eu não nasci cego”, afirmou.

A designer de interiores Radharani Domingos também foi internada em coma após beber três caipirinhas contaminadas em uma festa de aniversário, em São Paulo. Ela sobreviveu, mas passou a conviver com uma deficiência visual severa. Segundo Radharani, restaram apenas vultos e movimentos em parte do campo de visão, que ela estima em 3%.

A mudança afetou diretamente a rotina da designer. Tarefas simples passaram a exigir novas técnicas, e situações comuns deixaram de ser percebidas como antes. “Nunca mais vou olhar para o céu e ver que vai chover”, disse.

Responsabilização e tratamento

A investigação em São Paulo identificou suspeitos relacionados à fabricação clandestina e à distribuição das bebidas contaminadas. Parte deles foi presa ou indiciada, mas os sobreviventes cobram maior rigor nas punições. Radharani também afirma que a continuidade de casos no país ampliou sua indignação, porque ainda há mortes e, segundo ela, faltam respostas.

Além da Justiça, a expectativa dos pacientes está nos estudos sobre os danos provocados pelo metanol, especialmente os que atingem a visão. Radharani diz que ainda não existe tratamento, mas mantém esperança nos avanços da medicina enquanto as responsabilidades continuam sendo apuradas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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