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AIE prevê navegação restrita em Hormuz e queda maior na demanda por petróleo

Agência estima retração de 2,5 milhões de barris por dia na demanda global em 2026 e recuperação limitada em 2027.

AIE prevê navegação restrita em Hormuz e queda maior na demanda por petróleo
Foto: Reuters

A Agência Internacional de Energia (AIE) não espera que o estreito de Hormuz seja reaberto à navegação ainda neste ano. A agência também prevê que 2026 e 2027 terão pouco avanço no crescimento da demanda global por petróleo, em meio à alta dos combustíveis refinados e às interrupções na oferta.

Em relatório divulgado nesta sexta-feira (11), a AIE estimou que a demanda mundial por petróleo cairá 2,5 milhões de barris por dia neste ano. A projeção representa uma retração maior que a prevista anteriormente, porque os preços mais altos dos derivados, especialmente do diesel, devem reduzir o consumo.

A agência atribuiu a revisão às negociações sem avanço entre os Estados Unidos e o Irã, às interrupções nas exportações do Golfo e à elevação dos preços dos combustíveis. “Essa revisão para baixo decorre sobretudo do impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã”, afirmou a AIE.

Preços e circulação pelo estreito

O petróleo voltou a superar US$ 109 nesta semana e atingiu o maior valor desde 15 de maio. Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de diesel passou de US$ 6 pela primeira vez.

Antes do conflito, o estreito de Hormuz concentrava a passagem de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Para a AIE, o impasse entre Estados Unidos e Irã manterá a navegação pela rota restrita durante todo o ano de 2026.

No mês passado, a agência previa uma queda de cerca de 1,6 milhão de barris por dia na demanda em 2026 e esperava que o fluxo pelo estreito voltasse ao normal antes do fim do ano. Agora, a estimativa é que a demanda média se recupere em apenas 2,6 milhões de barris por dia em 2027, ficando pouco acima dos níveis de 2025.

O petróleo Brent subiu até 14% nesta semana e era negociado a quase US$ 110 por barril na sexta-feira, antes de recuar para cerca de US$ 105. A alta ocorreu durante a disputa entre Estados Unidos e Irã pelo controle de Hormuz e com o avanço de rebeldes houthis do Iêmen sobre o estreito de Bab al-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico.

Oferta global

A capacidade de refino foi reduzida no Golfo, enquanto ataques ucranianos atingiram refinarias russas. A AIE prevê novas altas nos preços dos derivados e afirmou que o sistema de refino opera no limite da capacidade.

A produção mundial de petróleo caiu 1,6 milhão de barris por dia em agosto, para pouco mais de 100 milhões de barris por dia. Mais de 10 milhões de barris por dia da produção do Golfo continuaram interrompidos. No total, a oferta global deve diminuir 5,7 milhões de barris por dia neste ano, com a recuperação esperada no Golfo adiada para 2027.

Segundo a AIE, ataques da Ucrânia à infraestrutura russa reduziram as exportações totais do país em 410 mil barris por dia em agosto, ao menor nível desde 2018.

Até agosto, a agência havia liberado 320 milhões dos 400 milhões de barris anunciados em março, na maior retirada de reservas estratégicas de petróleo de sua história. Em agosto, foram liberados 20 milhões de barris, ante 90 milhões em maio.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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