O petróleo Brent, referência internacional, subia 2,63% perto das 11h e era negociado a US$ 100,50 por barril. No mesmo horário, o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 2,77%, a US$ 95,61 por barril.
A valorização ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre o transporte de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã já dura seis meses, enquanto ataques dos Houthis ameaçam os embarques pelo Mar Vermelho, uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz.
Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito. Desde o início do conflito, porém, o fluxo foi severamente reduzido. Na semana anterior à retomada dos combates, encerrada em 30 de agosto, entre 8 milhões e 9 milhões de barris de petróleo por dia passaram pela região. Mais recentemente, o volume caiu para menos de 2 milhões de barris por dia.
Um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma operação em território saudita. O Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as operações suspensas. Equipes de emergência foram mobilizadas para controlar incêndios e avaliar os danos. “As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques”, afirmou a pasta.
Na véspera, navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos Estados Unidos. Autoridades americanas disseram que a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha americana. O Comando Central dos Estados Unidos informou que cinco embarcações foram destruídas.
Goldman Sachs, Bank of America e HSBC elevaram suas projeções para o preço do petróleo. A Agência Internacional de Energia afirmou esperar que a oferta global caia 4,3 milhões de barris por dia neste ano, o equivalente a cerca de 4%. A alta pode elevar os custos de energia, pressionar a inflação global e levar bancos centrais a manter ou aumentar os juros.


