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Petróleo sobe após ataques houthis a instalações na Arábia Saudita

Brent fechou a US$ 97,92 por barril, enquanto o WTI avançou para US$ 93,03 em meio a temores sobre o abastecimento de energia.

Petróleo sobe após ataques houthis a instalações na Arábia Saudita
Foto: Maryorin Mendez/AFP via Getty Images (BBC)

Os preços do petróleo atingiram o maior nível em seis semanas nesta terça-feira (8), depois que os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, atacaram instalações de energia em quatro cidades do sul da Arábia Saudita.

O Brent avançou US$ 0,92, equivalente a 0,9%, e encerrou o pregão a US$ 97,92 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, subiu US$ 1,55, ou 1,7%, para US$ 93,03.

Os ataques provocaram incêndios em instalações petrolíferas e deixaram mais de 70 pessoas feridas. O episódio elevou o temor de uma ampliação da guerra no Oriente Médio, conflito que já dura seis meses.

O Brent teve, pelo segundo dia seguido, o maior fechamento desde 23 de julho. O WTI alcançou seu maior encerramento desde 4 de junho. As duas referências permaneceram em território tecnicamente considerado de sobrecompra.

A mídia controlada pelos houthis informou que aviões de guerra sauditas bombardearam o distrito de Jubah, no Iêmen, a leste da capital Sanaa, além da província de Taiz, no sudoeste do país.

Impacto sobre o abastecimento

As exportações de petróleo do Golfo Pérsico vêm sendo afetadas desde que o Irã atacou estruturas de energia na região e embarcações que atravessavam o Estreito de Ormuz. Esses ataques ocorreram após ações conjuntas dos Estados Unidos e de Israel no fim de fevereiro.

A Arábia Saudita, segunda maior produtora mundial de petróleo, atrás apenas dos Estados Unidos, passou a levar parte da produção para o oeste, em direção ao Mar Vermelho, evitando o Estreito de Ormuz, que está bloqueado.

Os ataques desta terça-feira estão entre os maiores já registrados contra o país e podem ampliar os efeitos econômicos da guerra, ao interromper o fluxo de energia do Oriente Médio para além do estreito.

Apesar da valorização, os contratos futuros reduziram ganhos anteriores diante do receio de que combustíveis mais caros pressionem a inflação e levem bancos centrais a aumentar juros. Isso poderia desacelerar a economia e diminuir a demanda por energia.

Os combustíveis seguem pressionados por interrupções em refinarias do Oriente Médio, da Rússia e de outras regiões. Nos Estados Unidos, o diesel atingiu preço recorde na semana passada, enquanto a gasolina chegou a níveis recordes durante o fim de semana prolongado do Dia do Trabalho.

Executivos seniores do setor projetaram que a oferta mundial de diesel continuará limitada durante o inverno, em razão da capacidade de refino reduzida, da proibição russa de exportações após ataques da Ucrânia e da proximidade do pico sazonal de consumo.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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