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Apex Partners pede recuperação judicial e informa dívida de R$ 985,6 milhões

Assessoria de investimentos afirma que medida busca reorganizar dívidas após afastamento de ex-presidente por suspeita de fraude.

Apex Partners pede recuperação judicial e informa dívida de R$ 985,6 milhões
Foto: Reuters

A Apex Partners informou ter pedido recuperação judicial à Justiça na segunda-feira (14), em meio a uma crise na assessoria de investimentos capixaba credenciada junto ao BTG Pactual. A empresa afirma que busca reorganizar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. O banco não comentou.

A defesa da Apex relaciona obrigações financeiras com bancos e clientes que totalizavam R$ 985,6 milhões em junho. Desse montante, R$ 452 milhões correspondiam a debêntures emitidas por meio da Rhino Securitizadora. Algumas dessas operações têm vencimentos nas próximas semanas.

“A medida tem como objetivo criar as condições necessárias para uma reestruturação organizada da Companhia, com a preservação de seus ativos e a proteção dos interesses dos investidores e credores”, afirmou a empresa em nota. A companhia também disse que continua operando para manter suas atividades e preservar os projetos dos quais participa.

O Instituto Empresa informou que articula investidores com debêntures emitidas em operações relacionadas à Apex. A entidade solicitou documentos para esclarecer a estrutura e as garantias dos títulos.

Suspeita de fraude

O pedido de recuperação judicial ocorreu após uma medida cautelar concedida em 7 de agosto. Antes disso, a Apex havia afastado o sócio-fundador e ex-presidente Fernando Cinelli e movido uma ação contra ele por suspeita de fraude, com pedido de bloqueio de bens.

A empresa afirmou ter identificado transferências de sua conta para a conta pessoal de Cinelli no total de R$ 5,9 milhões. Também questionou uma decisão do executivo de investir na CVC por meio de fundos da Apex, operação que teria provocado prejuízos à empresa. Cinelli tornou-se conselheiro da companhia de turismo e renunciou ao cargo quando foi afastado da Apex.

A defesa do executivo nega as acusações e afirma que não há provas de ilicitude. Segundo os advogados, Cinelli fez transferências em favor da Apex, o que seria incompatível com uma intenção de desvio.

A Apex foi fundada em 2013 e declara ter R$ 19 bilhões sob supervisão. O grupo atua com gestão de recursos, análise, banco de investimento e consultoria no Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e em Portugal.

Durante a crise, o BTG Pactual tentou encerrar a parceria com a Apex. Uma decisão judicial, porém, determinou a manutenção do contrato com o agente autônomo, sob o argumento de que o fim do acordo inviabilizaria a reorganização financeira da empresa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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