SÃO PAULO — A Administração-Geral das Alfândegas da China autorizou quatro novas unidades brasileiras a exportar carnes para o mercado chinês, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária na noite de terça-feira (29).
Duas habilitações são para frigoríficos de carne bovina. Foram incluídas a Supremo Carnes, de Carlos Chagas (MG), e a Masterboi, localizada em Canhotinho (PE). Para carne de frango, a autorização foi concedida à Avivar Alimentos, de São Sebastião do Oeste (MG), e à Cooperativa Dália Alimentos, de Arroio do Meio (RS).
A liberação ocorreu no mesmo dia em que o Ministério do Comércio da China informou que o Brasil alcançou o limite de importação de carne bovina definido pela salvaguarda anunciada pelo país asiático no final do ano passado. Com isso, os carregamentos brasileiros que chegarem aos portos chineses estarão sujeitos a uma sobretaxa de 55% até o fim do ano.
A cobrança começa em 1º de outubro. Também incide sobre as importações uma tarifa de 12%.
Negociação por cotas
O governo brasileiro tenta obter o direito de usar volumes não utilizados por outros países. A China já havia rejeitado esse tipo de solicitação anteriormente.
Na segunda-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Uruguai aceitou que o Brasil recorresse ao saldo de sua cota. “Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China”, escreveu Lula no X.
A chancelaria uruguaia disse que concordou em encaminhar o pedido a Pequim, mas ressaltou que a decisão final é das autoridades chinesas, que ainda não haviam se manifestado.



