JOINVILLE — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula (PT), também candidato à reeleição, e afirmou que a medida foi uma tentativa de influenciar o voto da população mais pobre. Em discurso neste sábado (19), em Joinville (SC), ele também prometeu um “tesouraço” na economia.
O reajuste, anunciado na quinta-feira (17), elevou em 15% o piso do programa, de R$ 600 para R$ 691. Segundo o Ministério do Planejamento, a mudança terá custo de R$ 5,8 bilhões neste ano. Em 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.
Flávio afirmou que pretende levar a discussão sobre licenciamento ambiental à Presidência. Ele disse que uma burocracia dificulta a realização de empreendimentos no Brasil e defendeu o cumprimento da legislação e a preservação ambiental, associadas à exploração das riquezas do país.
O evento reuniu lideranças do PL e os irmãos do candidato, que disputam cargos em Santa Catarina: Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado, e Jair Renan, candidato a deputado federal. Flávio tinha outro compromisso previsto para este sábado, às 16h, em Chapecó, no Oeste do estado.
Outras propostas
Durante o discurso, que durou cerca de 30 minutos, Flávio repetiu a promessa de classificar facções criminosas como organizações terroristas e defendeu a redução da maioridade penal. Também afirmou que a idade mínima para obter a Carteira Nacional de Habilitação deverá cair para 16 anos.
O candidato dedicou parte da fala a críticas ao presidente Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele afirmou que indicará cinco ministros para a Corte e atacou Alexandre de Moraes, a quem atribuiu falta de condições para continuar no cargo. Também acusou ministros ligados ao governo Lula de atuar em defesa de Moraes.



