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Bolsa Família terá correção de 15% perto do segundo turno

Novo valor começa a ser pago em 19 de outubro, e impacto estimado para o próximo governo é de R$ 22,7 bilhões.

Bolsa Família terá correção de 15% perto do segundo turno
Foto: Sergio Lima/AFP

O reajuste de 15% do Bolsa Família começará a ser pago em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno das eleições presidenciais. A medida foi anunciada pelo Palácio do Planalto a 17 dias do primeiro turno e deverá transferir ao próximo governo uma despesa de R$ 22,7 bilhões.

A correção ocorre em meio ao avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que tem sido pouco afetado pelos desdobramentos do escândalo do Banco Master e pela guerra no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador é formalmente investigado no inquérito que apura a produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, e é associado a questionamentos sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro.

Alexandre de Moraes, ministro do STF, aparece no centro da disputa política por ser associado pelo bolsonarismo ao presidente Lula (PT). A campanha petista passou a defender o reajuste como uma forma de deslocar o debate eleitoral para o programa social.

Custo e regras fiscais

A legislação fiscal permite a recomposição da inflação sem medidas compensatórias. A restrição vale para a criação de benefício novo ou para aumentos acima da inflação. Ainda assim, a despesa poderia ter sido prevista com maior clareza no projeto de lei orçamentária de 2027, enviado ao Congresso em agosto.

O reajuste também é comparado à decisão de Jair Bolsonaro em 2022, quando o Auxílio Brasil, antecessor do Bolsa Família, passou de R$ 400 para R$ 600. A elevação foi de 50%, mas ocorreu mais distante da eleição.

A nova despesa também dificulta a promessa do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de estabelecer um teto de gastos mais rígido para demonstrar compromisso com o controle da alta da dívida pública. A medida foi apresentada em uma campanha descrita como sem mobilização, ao lado de outras ações voltadas à disputa pela reeleição de Lula.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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