O mercado financeiro elevou a previsão de inflação para 2026 e reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no mesmo ano. As projeções estão no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC) com base em uma pesquisa feita na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
A estimativa para a inflação de 2026 passou de 4,92% para 4,99%. Para 2027, avançou de 4,30% para 4,31%. As previsões para 2028 e 2029 permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
A alta das expectativas ocorre durante a continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis. Quanto maior a inflação, menor tende a ser o poder de compra da população, especialmente entre quem recebe salários mais baixos, caso os preços avancem sem acompanhamento dos salários.
Projeções para a economia
A previsão de crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,88% para 1,86%. Para 2027, a projeção recuou de 1,43% para 1,41%.
O PIB corresponde à soma dos bens e serviços produzidos no país e é usado para medir o desempenho da economia. O crescimento do indicador significa que a economia produz mais, mas não representa necessariamente aumento do bem-estar social.
O governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, impulsionando a demanda por produtos e serviços. O Banco Central afirma que uma desaceleração do ritmo de crescimento faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.
Juros e câmbio
O mercado continuou projetando um novo corte da taxa Selic em 2026. A estimativa para o fim do ano permaneceu em 13,50% ao ano. Para o encerramento de 2027, a previsão ficou em 12% ao ano, enquanto a projeção para o fim de 2028 continuou em 10,50% ao ano.
A estimativa para a taxa de câmbio no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, os economistas mantiveram a projeção em R$ 5,28 por dólar.



