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Oura adia estreia na Nasdaq em meio à incerteza no mercado de IPOs

Fabricante de anéis inteligentes esperava captar até US$ 2,2 bilhões, com avaliação de até US$ 14 bilhões.

Oura adia estreia na Nasdaq em meio à incerteza no mercado de IPOs
Foto: Reuters

A Oura adiou a abertura de capital na Nasdaq, citando a incerteza no mercado de ofertas públicas iniciais de ações. A fabricante de anéis inteligentes estava nos estágios finais do processo depois de publicar seu prospecto no início de setembro.

Um documento atualizado apresentado na semana passada indicava que a empresa pretendia levantar até US$ 2,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões), com uma avaliação de até US$ 14 bilhões (R$ 72,5 bilhões). Em comunicado divulgado na terça-feira (29), a Oura afirmou que tomou a decisão apesar da demanda pela oferta.

“Nosso objetivo é realizar um IPO extraordinário para nossos funcionários e investidores”, disse Tom Hale, CEO da Oura. Segundo ele, a companhia pretende escolher o momento considerado adequado para a operação e, enquanto isso, aproveitar as oportunidades disponíveis.

Concorrência e cenário de mercado

Fundada na Finlândia, a Oura transferiu sua sede para os Estados Unidos antes da oferta. A empresa lançou em junho a quinta geração de seu anel, cujos dispositivos de monitoramento de saúde custam US$ 400 (R$ 2.072). Os produtos são associados a uma assinatura mensal do aplicativo, que reúne dados de condicionamento físico e orientações baseadas em inteligência artificial sobre sono e exercícios.

Neste mês, a companhia informou crescimento de 74% nos três primeiros trimestres deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, passou a enfrentar a concorrência da linha Watch, da Apple, do Fitbit Air, do Google, e das pulseiras vestíveis da Whoop.

O adiamento ocorre duas semanas depois de a Holtec International cancelar seu IPO, em meio a preocupações com a demanda por infraestrutura de inteligência artificial. O mercado também aguarda o pedido de abertura de capital da Anthropic, que pode realizar uma oferta de US$ 2 trilhões (R$ 10,36 trilhões) ainda este ano.

A alta dos preços do petróleo e das taxas de juros afetou os mercados acionários e elevou os rendimentos dos títulos nas últimas semanas. Investidores também divergem sobre a sustentabilidade do avanço das empresas ligadas à inteligência artificial, enquanto o setor de eletrônicos de consumo enfrenta custos maiores de componentes.

Noah Weisberger, chefe de ações da BCA Research, afirmou que a SpaceX foi absorvida apenas parcialmente após sua abertura de capital em junho. De acordo com ele, as empresas de tecnologia que fizeram IPO neste ano acumulavam, em média, queda de cerca de 23% desde o primeiro dia de negociação.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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