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Economia

Petróleo recua após Arábia Saudita anunciar resposta a ataques houthis

Brent caiu 1,77% e WTI recuou 2,44% após sauditas relatarem a neutralização de drones e novos ataques no Iêmen.

Petróleo recua após Arábia Saudita anunciar resposta a ataques houthis
Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

O petróleo caiu nesta quarta-feira (16), depois de dois pregões de alta, após a Arábia Saudita informar que neutralizou ataques de drones atribuídos aos houthis e realizou ofensivas contra o Iêmen. O grupo, aliado ao Irã, negou um dos ataques e chamou a acusação de “mentira requentada”.

Por volta das 8h (horário de Brasília), os contratos de novembro do Brent, referência mundial, eram negociados a US$ 106,83 (R$ 550,63), baixa de 1,77% em relação ao fechamento de terça-feira (15). Na abertura, a cotação chegou a US$ 109,08 (R$ 562,23), por volta das 21h de terça.

O WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, recuava 2,44% e era negociado a US$ 103,25 (R$ 532,18) por volta das 8h30.

A Arábia Saudita afirmou ter destruído um drone lançado em direção a Meca, cidade sagrada para os muçulmanos. Os houthis negaram a ação. Desde a semana passada, o grupo passou a atacar cidades sauditas, com impactos sobre oleodutos e refinarias, além de interromper o tráfego no estreito de Bab el-Mandeb, ligação entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

Os houthis também disseram que aviões sauditas bombardearam o Iêmen nesta quarta-feira. O grupo divulgou imagens de aeronaves sobrevoando a região do estreito e de explosões. Diante do agravamento, os Estados Unidos reforçaram o alerta para que seus cidadãos evitem áreas próximas à fronteira entre a Arábia Saudita e o Iêmen.

Risco para a oferta de energia

A expansão do conflito para o Iêmen ocorre em meio à escassez global de energia associada à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada há seis meses. O conflito afetou o transporte marítimo pelo estreito de Hormuz, rota por onde transitava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.

Operadores de mercado estimam que a interrupção prolongada do oleoduto Leste-Oeste saudita poderia retirar até 4% da oferta mundial de petróleo. A Arábia Saudita não informou quando o serviço será retomado. Chris Wright, secretário de Energia dos Estados Unidos, afirmou à CNBC na terça-feira que o fluxo deve ser restabelecido dentro de alguns dias.

A Arábia Saudita lidera, desde 2015, uma coalizão contra os houthis. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman telefonou na semana passada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir apoio militar. Até agora, a ajuda se limitou à inteligência.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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