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Instituições atualizam critérios para avaliar dívida de países de baixa renda

Revisão amplia a análise de dívida interna, desenvolvimento de longo prazo e riscos ligados às mudanças climáticas.

Instituições atualizam critérios para avaliar dívida de países de baixa renda
Foto: Xinhua

Os conselhos executivos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovaram mudanças no quadro conjunto usado para avaliar a dívida de países de baixa renda. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (21).

A reforma busca adaptar a análise a um cenário considerado mais complexo e arriscado pelas instituições. A revisão é a primeira realizada desde 2017 e inclui uma avaliação mais detalhada da dívida interna, além da ampliação do exame dos desafios de desenvolvimento de longo prazo, com a inclusão das mudanças climáticas.

As alterações também pretendem aperfeiçoar a forma de medir a capacidade de endividamento dos países e criar novos instrumentos para avaliar a sustentabilidade da dívida. Banco Mundial e FMI vão trabalhar ainda na melhoria das ferramentas usadas para verificar se as projeções são consistentes e precisas, incluindo testes de estresse.

As instituições também querem estimular os países a aumentar a transparência dos dados sobre a dívida. A estrutura de sustentabilidade da dívida é usada para avaliar se um país pode contratar novos empréstimos sem comprometer a capacidade de pagar os financiamentos já existentes.

A revisão foi proposta em um período em que muitos países de baixa renda registram aumento do endividamento e mudanças nas fontes de financiamento. Segundo o Banco Mundial, passaram a ganhar espaço empréstimos internos e externos contratados em condições comerciais.

A previsão é que o quadro atualizado comece a valer no segundo semestre de 2027. Uma revisão concluída em julho havia concluído que a estrutura ajudou a identificar antecipadamente episódios de sobreendividamento e a apoiar decisões sobre empréstimos e financiamentos.

A mesma análise apontou, porém, áreas que poderiam ser aperfeiçoadas para incorporar novos desafios.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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