SÃO PAULO — O comparecimento às urnas nas eleições de 2026 será considerado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na atualização da prova de vida dos beneficiários. A informação foi dada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, nesta quinta-feira (17), após uma visita a uma agência do instituto na capital paulista.
A possibilidade está prevista em uma portaria publicada em 2022, segundo o ministro. Em 2024, os eleitores que votaram já tiveram a atualização cadastral validada. As eleições deste ano estão marcadas para 4 e 25 de outubro, e mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar.
Como funciona a prova de vida
Antes da portaria, aposentados e pensionistas precisavam fazer a comprovação nos bancos responsáveis pelo pagamento dos benefícios. Atualmente, o governo cruza informações de bases de dados públicas e privadas para confirmar os dados cadastrais.
A prova de vida só precisa ser feita diretamente pelo beneficiário quando ele não utiliza serviços públicos com frequência ou tem pouco acesso digital. Nesses casos, é possível fazer o procedimento pelo aplicativo Meu INSS. Também há a opção de comparecer à agência onde o pagamento é recebido, com um documento oficial com foto.
Entre as ações aceitas estão o acesso ao aplicativo Meu INSS com selo ouro, a contratação de empréstimo consignado por biometria e as atualizações no CadÚnico. Também são válidos o voto, o recebimento de benefício com reconhecimento biométrico e o atendimento presencial em agências do INSS, de perícia médica, do sistema público de saúde ou da rede conveniada.
A lista inclui ainda cadastro ou recadastro em órgãos de trânsito ou de segurança pública, emissão ou renovação de documentos que exigem presença física ou reconhecimento biométrico e declaração do Imposto de Renda.
Quando não identifica movimentações, o INSS contata o aposentado pelo WhatsApp. O beneficiário tem 30 dias para regularizar a situação. Em outubro do ano passado, cerca de 4 milhões de pessoas foram acionadas.



