A candidata do PSOL ao governo do Pará, Araceli Lemos, apresentou propostas para criar um salário mínimo regional de R$ 2.200 para trabalhadores celetistas e romper o contrato de concessão do serviço de abastecimento de água no estado. As declarações foram dadas nesta terça-feira (15), durante entrevista ao vivo.
Araceli afirmou que a concessão, com prazo de 40 anos, pode ser rescindida por razões jurídicas e em defesa da população. Ela relacionou a medida às dificuldades enfrentadas por moradores com a falta de água e à cobrança pelo uso de poços artesianos.
“o Pará merece receber água em casa”, disse a candidata, ao defender o cancelamento do contrato com a Águas do Pará.
Salário regional
A proposta de piso regional foi apresentada como uma forma de compensar o custo de vida no estado. Segundo Araceli, o valor de R$ 2.200 foi baseado em cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e poderia ser criado com base na Lei Federal 103/2000.
A candidata afirmou que, se eleita, enviará à Assembleia Legislativa um projeto do Executivo para instituir o salário. Ela citou diferenças no preço da gasolina: em Belém, o valor fica em torno de R$ 6, enquanto em Canaã dos Carajás chega a R$ 8 e alguma coisa, segundo sua declaração.
Durante a entrevista, Araceli também defendeu o turismo de base comunitária no oeste do Pará, com a participação de comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A proposta inclui o fortalecimento da chamada indústria criativa e o aumento do investimento estadual em cultura, dos atuais 0,3% para cerca de 3%.
Ela também mencionou a necessidade de melhorar o saneamento em Santarém. Entre as áreas culturais citadas estavam o audiovisual, a dança, o folclore e as manifestações ligadas à disputa entre bois.
Debate sobre Belém
Questionada sobre a avaliação negativa de 70% da gestão do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), indicada em pesquisa Quaest de agosto de 2024, Araceli disse que a eleição em discussão era para o governo estadual. Ela afirmou que sua campanha apresenta propostas para o Pará e defendeu a chegada do PSOL ao comando do estado.
A entrevista integrou uma série de sabatinas com candidatos ao governo paraense. Os encontros têm 10 minutos e são realizados de 14 a 21 de setembro. Ao final, Araceli destacou sua trajetória como professora, mãe, avó e feminista e citou o combate ao feminicídio e a melhora dos índices de desenvolvimento humano do estado.



