A avaliação negativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 40% dos eleitores, segundo o Datafolha. Outros 34% consideram a administração positiva, e 24% a classificam como regular. O levantamento ocorre a pouco mais de uma semana do primeiro turno da eleição presidencial, em uma disputa acirrada com Flávio Bolsonaro (PL).
A rejeição pessoal a Lula é maior que a avaliação negativa do governo: 50% dizem desaprovar o presidente, enquanto 47% aprovam sua atuação. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O instituto realizou 2.002 entrevistas de terça-feira (22) a quarta (23). O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00304/2026.
Na pesquisa anterior, realizada uma semana antes, o governo aparecia com 42% de avaliação ruim ou péssima e 34% de avaliação ótima ou boa. A reprovação pessoal de Lula era de 50%, e a aprovação, de 48%. Duas semanas antes, os índices de avaliação negativa permaneciam em 42%, enquanto a avaliação positiva era de 32%. Naquele momento, 50% reprovavam o presidente e 47% o aprovavam.
A avaliação do governo e a aprovação presidencial são apontadas como fatores que podem influenciar a intenção de voto. Em 2022, essa relação apareceu na etapa final antes do primeiro turno, quando Jair Bolsonaro (PL), então presidente e pai de Flávio Bolsonaro, se aproximou de Lula no segundo turno.
Entre as medidas adotadas na campanha está o reajuste de 15% para beneficiários do Bolsa Família, concedido por Lula na semana anterior. O pagamento, porém, só chegaria às contas dos beneficiários em meados de outubro. Em 2022, Bolsonaro também havia aumentado o benefício, em valor maior e antes do primeiro turno.
Durante a semana, Lula ainda enfrentou a retomada de discussões sobre negócios associados a Fábio Luís, o Lulinha. Ao mesmo tempo, houve uma redução da crise relacionada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo. Na ONU, Lula abriu o debate da Assembleia Geral e fez críticas ao que chamou de interferência estrangeira na eleição brasileira, em referência às ações de Donald Trump e à proximidade de seu grupo político com Flávio.



