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Campanha de Lula promete elevar limite do MEI e responsabiliza Bolsonaro por alimentos

Programa eleitoral desta quinta-feira também critica Flávio Bolsonaro e apresenta medidas econômicas como promessas de campanha.

Campanha de Lula promete elevar limite do MEI e responsabiliza Bolsonaro por alimentos
Foto: Folhapress

A campanha de reeleição de Lula levará à televisão, nesta quinta-feira (17), um programa que atribui ao governo de Jair Bolsonaro a responsabilidade pelos preços dos alimentos. A peça também transforma em promessa eleitoral o aumento do limite de receita bruta anual dos microempreendedores individuais (MEIs) para até R$ 140 mil.

O programa responde às críticas da campanha de Flávio Bolsonaro ao custo de vida e tenta apresentar o candidato do PL como mentiroso. Na segunda-feira (14), pesquisa Quaest mostrou Flávio numericamente à frente de Lula no segundo turno, com 42% das intenções de voto contra 40%. A margem de erro era de dois pontos percentuais.

Preços dos alimentos e críticas ao governo anterior

Em um trecho da propaganda, Lula relaciona o custo de vida atual ao governo anterior. “Tem gente prometendo baixar o preço das coisas. Mas, quando eles tiveram a caneta na mão, o arroz e o feijão chegaram às alturas”, afirma o presidente.

A peça exibe depoimentos de pessoas que dizem ter enfrentado compras mais caras durante a gestão Bolsonaro. Uma apresentadora afirma que os preços dispararam naquele período e que Lula iniciou um trabalho para recuperar o poder de compra, mas que a reconstrução leva tempo.

O vídeo associa a alta dos preços a decisões do governo Bolsonaro, incluindo a privatização da distribuição de combustíveis. Também mostra um prato de metal vazio e ossos com carne passada, em referência à chamada “fila do osso”, que marcou a eleição de 2022.

No mesmo bloco, Lula diz que seus adversários governam para milionários, enquanto seu grupo político governa para os trabalhadores. A propaganda ainda sustenta que Flávio Bolsonaro não teria condições de conduzir uma política para reduzir o custo de vida.

Promessas para MEIs e trabalhadores

A proposta para os MEIs foi enviada pelo governo ao Congresso no final de junho. O texto prevê elevar o limite de forma escalonada, chegando a R$ 140 mil em dois anos. Atualmente, o teto é de cerca de R$ 80 mil. De acordo com a gestão Lula, a mudança deve custar R$ 8,1 bilhões até 2029.

A campanha apresenta a medida como uma tentativa de se aproximar de pessoas sem vínculo formal de emprego. Motoristas e entregadores de aplicativos também aparecem como públicos frequentes das ações do governo.

O programa cita ainda a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica, que passa a valer no ano que vem. Lula afirma que a economia proporcionada pela isenção do Imposto de Renda equivale a “um 14º salário” para quem ganha até R$ 5.000.

Em outro trecho, o presidente promete manter a inflação sob controle, acabar com a taxa das blusinhas, preservar ganhos do salário mínimo acima da inflação e investir na geração de empregos com salários melhores.

Na abertura, a campanha mostra uma fala de Flávio Bolsonaro em que ele nega ser alvo de investigação. Na sequência, o Jornal Nacional noticia que ele é alvo de apuração. Pessoas passam a chamá-lo de “mentiroso”, “cara de pau” e “Pinóquio”, enquanto um locutor questiona se é possível confiar no candidato.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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