O reajuste do Bolsa Família será financiado por espaço fiscal identificado pelo governo, informou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777 a partir de outubro, segundo o Ministério do Planejamento.
A mudança deve alcançar 19,3 milhões de famílias no Brasil. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (17), a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. A equipe econômica negou que a medida tenha relação com o calendário eleitoral.
Moretti afirmou que a decisão só foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois da confirmação de que havia recursos disponíveis. “Creio que não [tem relação com as eleições]”, disse o ministro.
Revisão das contas
De acordo com o ministro, novas informações surgiram entre o fim de agosto e esta semana. Os dados estão relacionados ao relatório do orçamento previsto para ser divulgado no fim de setembro e ao acompanhamento da execução das despesas obrigatórias.
Moretti disse que o pedido para avaliar a possibilidade de reajuste partiu do Ministério do Desenvolvimento Social. A Lei Orçamentária Anual já autorizava a medida, mas o governo precisava verificar se existia espaço fiscal suficiente.
O ministro afirmou que a análise considerou o relatório trimestral, que será anunciado em setembro, além do monitoramento das despesas obrigatórias. Com a chegada de dados recentes, a equipe econômica concluiu que havia capacidade para elevar o benefício.
Lula é candidato à reeleição. No primeiro turno, aparece à frente na última pesquisa Quaest, enquanto Flávio Bolsonaro avançou nos levantamentos mais recentes e registra empate técnico com o presidente no segundo turno.



