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Cármen Lúcia pede desculpas por crise no STF durante julgamento sobre Moraes

Ministra disse estar triste com o desgaste da Corte; julgamento foi suspenso após pedido de vista de Flávio Dino.

Cármen Lúcia pede desculpas por crise no STF durante julgamento sobre Moraes
Foto: Gustavo Moreno/STF

A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), em meio à crise envolvendo Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e André Mendonça. Ela afirmou estar em estado de “profunda consternação e tristeza” e disse que pretendia contribuir para reduzir o desgaste da Corte.

“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente”, afirmou Cármen Lúcia. A ministra também se desculpou com o presidente do STF e os demais integrantes do tribunal.

O julgamento discutia se deveriam ser separadas as análises sobre a relação entre Moraes e Vorcaro e sobre a atuação de Mendonça na condução do relatório do caso Master. O placar estava em 4 a 3 pela tramitação separada dos temas.

Edson Fachin foi acompanhado por Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que as análises fossem feitas em conjunto. Flávio Dino, que havia votado com esse grupo, pediu vista e suspendeu o julgamento.

Relatórios e mensagens

A crise no STF se intensificou no começo de setembro de 2026, depois que Mendonça retirou o sigilo de relatórios da Polícia Federal relacionados às investigações sobre fraudes financeiras no Banco Master.

Um dos documentos registra 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes entre dezembro de 2023 e novembro de 2025. O material também menciona encontros presenciais entre os dois e um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

A divulgação dos relatórios gerou um confronto entre Moraes e Mendonça. Moraes acusou o colega de liberar os autos de forma “seletiva” e de deixar documentos fora do material divulgado. Mendonça negou a acusação e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias à preservação de investigações em andamento e de dados de terceiros.

A disputa incluiu ainda o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Zanin e Gilmar Mendes solicitaram acesso integral ao conteúdo. Após determinação de Zanin, a Polícia Federal confirmou, na segunda-feira (14), que entregou cópias do acervo digital aos três gabinetes. A Procuradoria-Geral da República apoiou a ampliação do acesso.

Fachin decidiu separar os processos. A análise sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes foi levada ao Plenário nesta terça-feira (15), enquanto as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram previstas para 23 de setembro.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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