A circulação rápida de publicações nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens aumenta a importância de verificar informações durante o período eleitoral. A iniciativa Amazônia Que Eu Quero 2026 orienta o público a checar a origem, a data e o contexto de conteúdos antes de repassá-los.
O projeto é realizado pela Fundação Rede Amazônica e pelo Grupo Rede Amazônica. Nesta edição, o tema é “Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral”. A proposta é estimular uma mudança de comportamento: em vez de apenas tentar definir se uma publicação é verdadeira ou falsa, o usuário deve conferir o material antes de compartilhar.
Conteúdos que despertam medo, indignação ou urgência exigem atenção. Essas características podem ser usadas para incentivar o compartilhamento imediato. A falta de autoria, fonte, data ou referência original também deve ser considerada um sinal de alerta.
Fotografias, vídeos e áudios precisam ser analisados para verificar se estão sendo usados no contexto em que foram produzidos. Com ferramentas de inteligência artificial, imagens, vozes e vídeos podem ser criados ou alterados digitalmente. Por isso, uma aparência convincente não é suficiente para confirmar a autenticidade de uma publicação.
Cinco perguntas antes de compartilhar
A checagem pode começar com cinco perguntas: quem publicou? A autoria está identificada e o perfil ou site é confiável? Quando o conteúdo foi publicado? Uma informação antiga pode voltar a circular como se fosse atual.
Também é preciso perguntar qual é a fonte e se existe documento, estudo, declaração ou página oficial que confirme a informação. Outro ponto é verificar se o material está completo, já que uma fala, fotografia ou vídeo pode ter sido retirado do contexto original. Por fim, vale procurar confirmação em outras fontes, incluindo veículos de comunicação e fontes oficiais.
Uma busca pelo conteúdo ou por termos centrais da publicação pode ajudar. Informações verdadeiras e relevantes tendem a aparecer em fontes confiáveis. Quando permanecer a dúvida, a orientação é não repassar o material.
Plataforma da Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral mantém a página Fato ou Boato, criada em setembro de 2020 para esclarecer informações relacionadas ao processo eleitoral. O espaço reúne conteúdos checados, recomendações e materiais educativos sobre a identificação de informações falsas ou enganosas.
A página faz parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, que reúne instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil. Desde setembro de 2020, também funciona como plataforma da Coalizão para Checagem, uma rede nacional de verificação de informações eleitorais.
O objetivo é ampliar a circulação de conteúdos verificados e oferecer ferramentas para que o eleitor busque informações antes de tomar decisões ou compartilhar publicações. A checagem pode ser feita antes de um conteúdo ganhar alcance: conferir a fonte original, a data, o contexto e registros em fontes oficiais ajuda a interromper a circulação de materiais falsos ou enganosos.
Projeto percorreu capitais da Amazônia
Durante a temporada 2026, o Amazônia Que Eu Quero levou o debate sobre os efeitos das novas tecnologias na democracia aos estados que integram a área de atuação do Grupo Rede Amazônica. Na capital amazonense, a discussão partiu da pergunta “Como as novas tecnologias influenciam o seu voto?” e abordou desinformação, inteligência artificial, redes sociais, participação política e impactos tecnológicos no processo eleitoral.
A passagem pelas seis capitais levou o tema da relação entre democracia e tecnologia a diferentes públicos da região amazônica. Criado em 2019, o projeto promove educação política, estimula o diálogo entre setores da sociedade e busca contribuir para a elaboração de soluções relacionadas aos desafios da região amazônica. Na edição 2026, o tema é “Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral”.



