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Política

Disputa no STF aumenta temor de vazamentos e pressão sobre o Congresso

Lideranças do centrão avaliam que a investigação do Banco Master pode atingir parlamentares e influenciar a disputa política até a eleição.

Disputa no STF aumenta temor de vazamentos e pressão sobre o Congresso
Foto: Reuters

A disputa entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em torno da investigação do Banco Master aumentou, no Congresso, o temor de vazamentos e de operações contra parlamentares. O alerta cresceu nesta segunda-feira (14), após uma ação da Polícia Federal contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), aliado do ministro André Mendonça no Legislativo.

Lideranças do centrão avaliam que o Congresso pode se tornar o principal atingido pelos desdobramentos do caso. A pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o sigilo da investigação fosse quebrado ampliou a preocupação. O presidente do STF, Edson Fachin, autorizou a divulgação de parte das informações.

A possibilidade de abertura dos dados é vista por parlamentares como capaz de provocar turbulência na eleição nos estados. O receio aumentou depois que nomes de integrantes da cúpula da Câmara, além de parlamentares do centrão e do PL, foram encontrados em um papel localizado na churrasqueira da casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ao lado dos nomes, havia números cuja soma chega a 100.

O documento foi localizado durante uma operação que apurava a relação de Nogueira com o Banco Master. Segundo a Polícia Federal, o senador e Daniel Vorcaro conversavam e viajavam juntos, e o ex-banqueiro pagou despesas do parlamentar.

Investigação e disputa entre ministros

A operação contra Cezinha de Madureira foi autorizada por Flávio Dino, relator do processo que trata de desvios e falta de transparência em emendas parlamentares. O deputado é um dos principais aliados de Mendonça no Congresso. Dino e Mendonça integram grupos adversários no STF, e a ação foi interpretada por políticos como mais um episódio do conflito entre as alas da corte.

Parlamentares temem ser atingidos tanto por consequências indiretas da investigação do Banco Master quanto por iniciativas deliberadas de ministros. Na avaliação deles, ações contra o Legislativo poderiam ser usadas em disputas internas do Supremo ou para desviar a atenção da crise institucional enfrentada pelo tribunal.

Também há preocupação com informações sobre festas promovidas por Vorcaro e aliados. Dados obtidos pela Polícia Federal tornaram público um evento privado realizado em 2023, no Madame Satã, com 120 mulheres e 20 autoridades e empresários. Foram citados como convidados Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco, Dias Toffoli, Ciro Nogueira, Arthur Lira, Alexandre de Moraes e Wesley Batista. Todos negam participação, e não há registros da festa.

Reação após a eleição

Líderes do Congresso avaliam que uma reação deverá ocorrer apenas depois da eleição. Deputados e senadores estão concentrados em suas bases eleitorais e priorizam a própria reeleição.

O centrão considera que o conflito entre ministros e seus efeitos sobre o Congresso devem continuar até o pleito. O grupo também avalia que o resultado da disputa no STF pode influenciar a eleição presidencial. Se a ala de Alexandre de Moraes prevalecer, Flávio Bolsonaro tende a ser o principal prejudicado. O senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai e mantinha diálogos com o banqueiro. Se Mendonça vencer, lideranças do centrão avaliam que o governo Lula pode se aprofundar na crise pela associação com Moraes.

Para o período posterior à eleição, o bloco estuda medidas como uma CPI sobre vazamentos da Polícia Federal, defendida pelo deputado Elmar Nascimento, citado no papel encontrado na casa de Ciro Nogueira. Lideranças também defendem uma “pacificação” para conter a crise. A saída de Toffoli do comando do caso, após a exposição de sua relação com Vorcaro, e as críticas a Mendonça por suposta atuação política são apontadas como fatores que podem abrir espaço para pedidos de anulação de processos do Banco Master.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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