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Política

Estados contestam regra de Trump que amplia critérios para negar green card

Ações judiciais tentam barrar política que considera mais programas sociais na análise de pedidos de residência permanente.

Estados contestam regra de Trump que amplia critérios para negar green card
Foto: Angela Weiss/AFP

Uma coalizão de estados e governos locais dos Estados Unidos entrou na Justiça contra o governo de Donald Trump para impedir a aplicação de uma regra que amplia os critérios usados na concessão do green card. A política deve entrar em vigor na sexta-feira (18).

A contestação foi apresentada nesta segunda-feira (14), em duas ações. Uma delas reúne 22 estados e o Distrito de Colúmbia. O processo é liderado por Nova York e pela procuradora-geral do estado, Letitia James, que afirmou que famílias não deveriam deixar de buscar assistência por medo de consequências migratórias.

O que muda na análise

A regra, conhecida como política do “encargo público”, amplia a lista de programas federais que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) podem considerar ao avaliar se um imigrante dependerá do governo para sua subsistência.

Historicamente, a análise leva em conta o recebimento de dinheiro ou de cuidados de longa duração. Programas como o Programa de Assistência Nutricional Suplementar e o Medicaid, voltado à assistência à saúde, não entram nesse cálculo. A nova política reverteria essa prática.

A legislação federal já impede a concessão do green card a imigrantes considerados propensos a depender principalmente do governo. Os estados afirmam, porém, que a mudança levaria imigrantes a abrir mão de programas destinados a necessidades básicas para evitar uma possível negativa futura do pedido de residência.

Os governos estaduais também sustentam que a medida pode pressionar os pronto-socorros e reduzir a adesão ao programa de assistência alimentar. Na avaliação apresentada à Justiça, isso retiraria recursos de empresas locais que dependem de benefícios federais associados ao programa.

Outras cidades na disputa

A segunda ação foi liderada pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e recebeu a adesão de Chicago, São Francisco, Seattle, do condado de Santa Clara, na Califórnia, e do condado de King, em Washington.

Autoridades do governo republicano defendem que a política protege os recursos públicos e retoma o princípio de que imigrantes devem conseguir se sustentar. A iniciativa recupera uma medida semelhante adotada durante o primeiro mandato de Trump, posteriormente contestada na Justiça e revertida pelo governo de Joe Biden.

A política integra o esforço de Washington para endurecer as medidas contra a imigração legal e ilegal. Defensores dos imigrantes temem que a regra afaste estrangeiros de benefícios aos quais seus filhos americanos podem ter direito, como assistência alimentar e auxílio-moradia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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