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Política

Texto associa candidatura de Flávio Bolsonaro à expansão das milícias

Análise relaciona homenagens, emendas e política de armas do bolsonarismo ao fortalecimento de grupos milicianos e à fragilização democrática.

Flávio Bolsonaro representa o perigo das milícias no poder

A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência é apresentada como um risco de aproximação entre o Estado e as milícias. A avaliação se baseia em homenagens concedidas durante sua trajetória política, relações de integrantes de sua família com investigados e condenados e na destinação de recursos públicos a uma entidade ligada a um miliciano condenado.

Flávio Bolsonaro homenageou duas vezes o capitão Adriano da Nóbrega na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Adriano foi apontado como chefe do Escritório do Crime e recebeu a Medalha Tiradentes. A esposa e a mãe dele também foram empregadas no gabinete do então deputado, conforme a avaliação apresentada.

O texto ainda menciona Ronie Lessa e Élcio de Queiroz, envolvidos no assassinato de Marielle Franco, além dos policiais militares Edson Alexandre e Major Ronald, também homenageados por Flávio Bolsonaro. Os casos são descritos como parte de um padrão de convivência e apoio a pessoas ligadas ao crime organizado.

Em 2023, Flávio Bolsonaro destinou R$ 200 mil em emendas ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop). A verba teria sido solicitada por Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, condenado pelo STF por participação no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Conversas entre Calixto e assessores de Flávio são citadas como evidência de negociação direta. A PF investiga suspeitas de desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

Armas e milícias

A análise também relaciona o crescimento dos CACs — Colecionadores, Atiradores e Caçadores — à política armamentista do governo Jair Bolsonaro. Em 2018, havia 117 mil CACs. Em 2022, o número passou de 783 mil. O arsenal registrado por esse grupo teria subido de 350 mil armas para mais de 1 milhão.

Jair Bolsonaro declarou, em entrevista realizada em 2008: “Elas (milícias) oferecem ordem e disciplina nas comunidades. O governo deveria apoiá-los e no futuro legalizá-los”. A avaliação considera que a ampliação do acesso a armas e munições facilitou o abastecimento de facções e milícias. Ronie Lessa é citado como CAC.

O STF considerou que a política armamentista de Jair Bolsonaro facilitou o desvio de armas para facções e milícias. Para a análise, a combinação entre vínculos políticos, acesso a recursos e expansão do armamento pode transformar o Estado em aliado da violência praticada por grupos criminosos.

O cenário descrito associa uma eventual Presidência de Flávio Bolsonaro à legitimação política das milícias, à continuidade da política de armas, ao enfraquecimento das instituições e à perda de capacidade do Estado de enfrentar a violência. O assassinato de Marielle Franco é apresentado como símbolo dessa aproximação entre a política e os grupos milicianos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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