JEQUIÁ DA PRAIA (AL) — O juiz federal Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), votou duas vezes a favor do Banco Master em uma ação relacionada à Usina Cansanção de Sinimbu. Os julgamentos ocorreram antes de a advogada Camilla Ramos, esposa do magistrado, assinar um contrato com previsão de honorários de até R$ 427 milhões.
O acordo previa o pagamento em caso de êxito em 12 processos envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro. A assinatura ocorreu cerca de seis meses depois dos votos, conforme as informações disponíveis sobre o caso.
Camilla e Newton são apontados como integrantes da chamada “Turma do KN”, em possível referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques.
Newton Ramos afirmou que o processo foi “julgado em bloco, em sessão virtual com aproximadamente 300 processos”. Segundo o juiz, não havia indicação do interesse do Banco Master nos autos naquele momento. Ele disse ainda que o banco entrou no processo somente depois do julgamento e que, desde então, seu impedimento legal está registrado.
A assessoria de imprensa do TRF-1 e o escritório de Camilla Ramos foram procurados na terça-feira (22), mas não haviam respondido até então. O espaço permaneceu aberto para manifestações.



