O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende defender a paz e cobrar medidas contra as guerras durante seu próximo discurso na Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), em reunião com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto.
Lula deve falar na 81ª Assembleia Geral da ONU, com início previsto para a próxima terça-feira (22), em Nova York. O Brasil costuma abrir os pronunciamentos de chefes de Estado e de governo desde 1955, seguido pelos Estados Unidos, país anfitrião. Nos últimos dias, o presidente se reuniu com a assessoria internacional do Planalto para preparar a fala.
Durante o encontro, ele disse que pretende questionar os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. Para Lula, essas nações têm capacidade de impedir conflitos, mas também participam da produção e da venda de armas.
“Cinco pessoas que poderiam acabar com todas as guerras”, afirmou o presidente aos pastores.
A reunião contou com pastores brasileiros e americanos e uma pastora cubana. Também participaram o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a primeira-dama, Janja da Silva. Lula disse que Janja ajudou a organizar o encontro.
Ao tratar do papel das igrejas, o presidente afirmou que elas podem contribuir para oferecer paz e esperança. Ele também defendeu que os templos não sejam usados como espaços de campanha política. “Na igreja eu não faço. Em nenhuma igreja”, declarou.
Lula ainda afirmou que o governo pretende implementar, no próximo ano, uma política de cuidado para a população idosa, caso seja eleito, e pediu a colaboração das igrejas nessa iniciativa.


