Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo primeiro turno, com 39% das intenções de voto contra 34% do senador, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28). A votação está marcada para o próximo domingo (4).
Na rodada anterior, Lula tinha 37%, enquanto Flávio registrava 33%. No segundo turno, os dois aparecem empatados numericamente, com 42% cada. No levantamento anterior, o cenário também era de empate técnico: Lula tinha 41%, e Flávio, 42%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país, entre quinta-feira (24) e domingo (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06520/2026.
Outros candidatos
Augusto Cury (Avante) tem 4% no primeiro turno, ante 6% na pesquisa anterior. Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, manteve 4%, enquanto Renan Santos (Missão) continuou com 3%.
Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, aparece com 1%, mesma marca do levantamento anterior. Samara Martins (UP), que tinha 1%, não pontuou nesta rodada. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não registraram pontuação.
Os indecisos somam 5%. Outros 10% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não irão às urnas. Em 14 de setembro, os eleitores que não sabiam em quem votar representavam 10%. Na mesma data, os candidatos que não eram Lula ou Flávio somavam 16%; agora, esse grupo reúne 12% das intenções.
Disputa no segundo turno
Na reta final, as equipes de Lula e Flávio Bolsonaro intensificaram o incentivo ao voto útil. A campanha do senador busca votos de outros candidatos da direita, como Caiado, Zema e Renan Santos.
A campanha de Lula acionou o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sob acusação de articulação de uma intervenção com o governo de Donald Trump. Lula também abordou possíveis interferências dos Estados Unidos no pleito em discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira (22).



