RIO DE JANEIRO — Eduardo Paes (PSD) afirmou que pretende criar 20 mil novas vagas no sistema prisional do Rio de Janeiro e construir presídios de segurança máxima caso seja eleito. O candidato também criticou a falta de planejamento para manter as forças de segurança nas comunidades depois de operações policiais.
Ao avaliar a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha em 2025, Paes separou a atuação dos agentes durante os confrontos do resultado posterior. Na avaliação dele, policiais que reagiram em legítima defesa a criminosos armados com fuzis agiram dentro da lei. O problema, disse, foi a ausência de um plano para a permanência do Estado após a saída das equipes.
“No dia seguinte? Nada. Ou seja, tudo estava como dantes no quartel de Abrantes. Não havia plano nenhum”, afirmou.
Prioridade para São Gonçalo
Paes disse que a primeira área a ser retomada será o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Questionado sobre a escolha ser técnica ou política, respondeu que a decisão é técnica e afirmou que parte significativa da população do município vive sob domínio do crime organizado.
O candidato classificou o complexo como estratégico por sua localização entre a Baía de Guanabara e a BR-101. Segundo ele, as ações também deverão alcançar os complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, o Chapadão e a região da Estrada de Madureira, em Nova Iguaçu.
Proposta para a segurança
Além das vagas prisionais, Paes propôs o Sistema Único de Segurança Fluminense. A ideia é incluir as forças municipais no combate a roubos e furtos e no policiamento ostensivo, com definição das atribuições de cada corporação para evitar sobreposição de funções.
“As forças municipais terão papel no combate a roubos e furtos, no policiamento ostensivo. Nós não podemos deixar isso virar uma grande bagunça”, disse.
O candidato afirmou ainda que os presídios de segurança máxima previstos na proposta não teriam a estrutura que, segundo ele, existia no governo do PL do Rio de Janeiro.



