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Política

Como os planos presidenciais tratam o desenvolvimento do Nordeste

Ronaldo Caiado lidera em propostas específicas para a região, enquanto Romeu Zema não menciona o Nordeste em seu programa.

Como os planos presidenciais tratam o desenvolvimento do Nordeste

Os programas de governo dos candidatos à Presidência dão pesos diferentes ao Nordeste. Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Renan Santos e Flávio Bolsonaro concentram o maior número de medidas específicas para a região, o Semiárido ou o desenvolvimento regional.

Caiado apresenta quatorze propostas, em um capítulo de três páginas. Augusto Cury reúne nove propostas em cinco páginas, incluindo o Norte de Minas Gerais. Renan Santos lista oito propostas em três páginas, com foco na industrialização e na criação de Zonas Econômicas Especiais. Flávio Bolsonaro tem sete propostas distribuídas em quatro páginas.

Luiz Inácio Lula da Silva tem seis propostas relacionadas ao Nordeste ao longo de quatro páginas. Elas aparecem no capítulo sobre desenvolvimento regional e em trechos dedicados a políticas nacionais de infraestrutura, conectividade e segurança hídrica. O programa também trata da cadeia nacional de data centers, sem vincular diretamente a medida à região.

Medidas para a região

A instalação de data centers é citada por Renan Santos, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro. Caiado relaciona os empreendimentos à expansão da energia renovável, à industrialização e à geração de empregos locais. Flávio Bolsonaro associa os centros de dados à oferta de energia solar e eólica. Renan Santos propõe transformar o Nordeste em um polo de inferência computacional.

Entre outras propostas aparecem a ampliação do 5G, a construção de ferrovias, a industrialização e a valorização da Caatinga. Samara Martins tem uma medida diretamente associada ao Nordeste, voltada à proteção do bioma.

Pablo Marçal e Romeu Zema mencionam brevemente o desenvolvimento regional. Zema é o único candidato que pontua nas pesquisas eleitorais sem qualquer menção ao Nordeste em seu programa. Edmilson Costa fala apenas em regiões menos assistidas.

Samara Martins afirmou que pretende transformar o Nordeste em polo de ciência, tecnologia e produção de alimentos. Rui Costa Pimenta disse que o programa do PCO se aplica integralmente à região, sem separá-la como problema administrativo.

A economista Tânia Bacelar defende a combinação de políticas específicas para o Nordeste com medidas nacionais que considerem as diferenças regionais. O cientista político Arthur Leandro avaliou que o peso dado à região também reflete sua relevância eleitoral. Para ele, a quantidade de páginas ou a existência de um capítulo próprio não bastam: é preciso verificar financiamento, execução, coordenação entre os níveis de governo e capacidade de gerar emprego e renda.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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