O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou, durante sabatina realizada na sexta-feira, 11, que derrotar o Centrão deve ser a principal tarefa de seu partido. Ele classificou o grupo como uma anomalia da política brasileira e disse que a vitória do Missão representaria uma vitória da democracia no país.
Santos também defendeu a desvinculação dos pisos da saúde e da educação. Segundo ele, a medida permitiria maior controle das contas públicas, ampliaria a capacidade do governo de elaborar o orçamento e aumentaria os investimentos. O candidato relacionou essas mudanças ao crescimento da riqueza e do poder de compra.
Sobre o salário mínimo, afirmou que sua proposta não prevê manter o modelo atual sem alterações. A mudança, segundo Santos, estaria nos gatilhos automáticos usados para reajustar benefícios vinculados ao salário mínimo.
Penas, eleições e Banco Central
O candidato disse ser pessoalmente favorável à pena de morte, mas afirmou que o tema não seria levado adiante em um primeiro mandato. “Nos quatro anos de mandato, acho que é uma discussão que não é possível”, declarou. Santos rejeitou a classificação de radical e disse se considerar uma pessoa sensata.
No bloco de respostas rápidas, declarou apoio a uma dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro, à alteração completa do foro privilegiado e à autonomia do Banco Central. Também reiterou ser contrário à reeleição.
Santos descartou apoiar Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. “Jamais vou trabalhar com a hipótese de eu me juntar a algum desses grupos políticos, porque eles são corruptos”, afirmou.
Ao comentar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), disse que os fatos poderiam mudar a dinâmica das eleições nas próximas duas semanas. O candidato afirmou que o eleitorado já demonstrava cansaço e disse não reconhecer Alexandre de Moraes como legítimo após revelações sobre um suposto envolvimento do ministro com o Banco Master.
Questionado sobre quem seria mais afetado pela crise no Supremo, Santos respondeu que Lula seria o principal atingido, mas acrescentou que ainda seria necessário observar os desdobramentos relacionados a Flávio Bolsonaro.



