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Política

Semipresidencialismo separaria funções de presidente e primeiro-ministro

Modelo defendido por Augusto Cury prevê presidente eleito e chefe de governo dependente do apoio do Congresso Nacional.

Como funciona o semipresidencialismo, proposto por Augusto Cury

O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, defendeu a adoção do semipresidencialismo nas eleições de 2026. Nesse sistema, o presidente continuaria sendo eleito pela população, mas a chefia do governo ficaria com um primeiro-ministro, responsável por articular a maioria no Congresso Nacional.

A proposta também é apoiada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Cury aparece como terceiro colocado nas pesquisas eleitorais, de acordo com o texto-fonte.

Diferenças entre os sistemas

No presidencialismo, modelo em vigor no Brasil, o presidente acumula as funções de chefe de Estado e chefe de governo. Ele representa o país perante outras nações e conduz a execução do plano de governo, em articulação com o Congresso, responsável por propor e aprovar leis.

O chefe de Estado exerce uma função de representação nacional, com caráter simbólico. Já o chefe de governo administra o país e coordena a implementação do programa escolhido nas urnas. Em monarquias, reis e rainhas costumam exercer a chefia de Estado.

No semipresidencialismo, essas atribuições ficam divididas. O presidente permanece como chefe de Estado e indica o primeiro-ministro, mas precisa considerar a composição do Congresso. O indicado deve ter alinhamento e apoio da maioria dos deputados e senadores.

Com isso, a formação do Legislativo passa a definir, na prática, o programa de governo que será executado. O presidente mantém mandato fixo e concentra poderes relacionados à chefia de Estado. O primeiro-ministro não tem mandato determinado e permanece no cargo enquanto contar com apoio parlamentar.

Dependendo das regras adotadas, o Congresso também pode ser destituído. O presidente pode ainda ter a prerrogativa de dissolver o Parlamento em situações de grave crise institucional, instabilidade política ou impasse na governabilidade.

Defensores do semipresidencialismo afirmam que a troca do chefe de governo pode resolver mais rapidamente crises de confiança e de apoio no Legislativo. No presidencialismo, situações desse tipo podem levar a processos de impeachment.

O Brasil já realizou, há mais de 30 anos, um plebiscito sobre a manutenção do presidencialismo ou a adoção do parlamentarismo. O presidencialismo venceu com quase 70% dos votos válidos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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