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TSE abre processo sobre desfile que homenageou Lula no Carnaval de 2026

Ação de Flávio Bolsonaro acusa Lula e Alckmin de abuso de poder por recursos e exposição na transmissão do desfile.

TSE abre processo sobre desfile que homenageou Lula no Carnaval de 2026
Foto: AFP

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro (PL) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) por supostas irregularidades no desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026.

A decisão foi tomada na sexta-feira (18) pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira. Após serem notificados, Lula e Alckmin terão cinco dias para apresentar defesa.

A admissão do processo inicia a fase de instrução e de produção de provas, sem representar uma conclusão sobre as acusações. A campanha de Flávio também incluiu na ação Rosângela da Silva, a Janja, Marcelo Freixo (PT), ex-presidente da Embratur, e Rodrigo Neves Barreto (PDT), prefeito de Niterói.

Recursos e transmissão

Flávio acusa Lula de abuso de poder político e econômico por causa do financiamento destinado à escola de samba, que escolheu o presidente como tema do desfile. A ação menciona R$ 9,65 milhões transferidos pelas prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, pelo governo do Rio de Janeiro e pela Embratur depois do anúncio do enredo, em julho de 2025.

O processo também aponta receitas privadas que ainda não foram esclarecidas e que poderiam ter origem em empresas com contratos públicos. Os órgãos citados afirmaram que o apoio financeiro foi destinado a todas as escolas de samba para a realização do Carnaval.

A transmissão em TV aberta e a oferta do desfile em plataformas digitais também são questionadas. Para os autores, a exibição nacional, por cerca de 79 minutos, deu exposição a Lula e prejudicou a igualdade de oportunidades.

Em fevereiro, Lula classificou a homenagem como “extraordinária” e disse que apenas aceitou o convite para ser tema do desfile, sem participar das decisões criativas.

A campanha de Flávio pede a cassação do registro ou diploma da chapa de Lula e Alckmin e a inelegibilidade dos envolvidos por oito anos, com base no art. 22 da Lei Complementar nº 64/1990. Na decisão, Antonio Carlos Ferreira afirmou que os fatos descritos “podem caracterizar os ilícitos eleitorais do abuso de poder político e econômico e de uso indevido de veículos ou meios de comunicação social”.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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