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Tecnologia

Jovens de Campinas usam dados para mapear problemas ambientais nas periferias

Iniciativa do coletivo Assaltar as Nuvens vai registrar enchentes, lixo irregular, calor e falta de arborização em bairros periféricos.

Jovens de Campinas usam dados para mapear problemas ambientais nas periferias
Foto: Bárbara Camilotti/g1

Moradores da região do Campo Belo, em Campinas (SP), estão sendo preparados para usar tecnologia na identificação de problemas ambientais em bairros periféricos. O projeto prevê o registro de enchentes, descarte irregular de lixo, ilhas de calor e falta de arborização em uma plataforma digital.

A iniciativa é do coletivo Assaltar as Nuvens e pretende transformar informações produzidas pelos próprios moradores em uma ferramenta de enfrentamento ao racismo ambiental e de cobrança por melhorias junto ao poder público. A formação dos jovens será baseada em tecnologias de código aberto e na produção cidadã de dados.

O projeto recebeu financiamento e apoio técnico por meio de um edital ligado à pesquisa Juventudes, Raça e Mudanças Climáticas em Campinas (Jucamp). A seleção foi organizada pelas entidades Em Movimento e Minha Campinas, com apoio da Fundação FEAC, para apoiar ações lideradas por jovens em territórios periféricos.

Como o mapeamento será feito

Após o treinamento, os participantes deverão localizar e documentar ocorrências ambientais nos bairros onde vivem. Os registros serão reunidos em um mapa capaz de indicar a concentração dos problemas e contribuir para um diagnóstico ambiental das periferias de Campinas.

Entre os pontos previstos no monitoramento estão áreas sujeitas a enchentes, locais de descarte irregular de resíduos, regiões com pouca arborização, espaços expostos a temperaturas mais altas e dificuldades relacionadas à mobilidade urbana.

João Augusto de Souza Paranhos, de 22 anos, é um dos coordenadores da iniciativa. Para ele, a tecnologia pode ser apropriada pelos moradores para compreender as condições do próprio território e apoiar a busca por soluções. A proposta também busca identificar situações que não aparecem com precisão em levantamentos oficiais e fortalecer a participação da comunidade em reivindicações e políticas públicas.

Mudanças climáticas e juventude

A pesquisa que fundamentou o edital mostrou que 58% dos entrevistados disseram que a crise climática afeta suas expectativas para o futuro. Sete em cada dez relataram impactos na saúde mental.

O levantamento também apontou que 77% dos jovens concordam totalmente que a população vive uma crise climática. Seis em cada dez afirmaram perceber efeitos nos estudos ou no trabalho, e 34% relataram dificuldades para se deslocar em dias de chuva.

Os resultados indicaram ainda interesse dos participantes por ações práticas nos territórios onde vivem, incluindo monitoramento ambiental, iniciativas comunitárias e projetos de transformação local.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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