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Tecnologia

Meta testa robôs para manutenção em data centers e enfrenta temor de demissões

Máquinas são avaliadas para trocar cabos, reiniciar servidores e fazer manutenção preventiva em centros de dados nos Estados Unidos.

Meta testa robôs para manutenção em data centers e enfrenta temor de demissões
Foto: REUTERS/Carlos Barria

A Meta testa robôs para executar tarefas de manutenção em data centers nos Estados Unidos, incluindo a troca de cabos de rede, o manejo de servidores e a conexão de equipamentos. Funcionários envolvidos na avaliação dizem temer que as máquinas reduzam a necessidade de mão de obra humana.

Uma das fontes estima que um robô treinado para substituir cabos possa assumir até 80% da carga de trabalho de algumas pessoas. “Pensávamos que nós, que realizávamos as tarefas físicas, estaríamos seguros por um tempo, mas não mais”, disse um funcionário.

Entre os equipamentos em avaliação está a Kinova Gen3. O braço robótico pode ser usado para reiniciar servidores ou interromper a energia dos aparelhos. A Meta também utiliza máquinas e equipamentos de fornecedores como Watney Robotics e ABB.

Testes em data centers

O principal centro de testes fica em Altoona, em Iowa. Nesse local, um robô com dois braços realiza trabalhos de cabeamento. A Meta também testa máquinas em New Albany, em Ohio.

Em Ohio, o equipamento tem quatro rodas, uma plataforma elevatória e um braço de seis eixos. A máquina é usada para reinstalar peças e pode assumir outras atividades com supervisão humana progressivamente menor.

A Meta não comentou os testes. O porta-voz Francis Brennan disse que a empresa investe em treinamento e na contratação de funcionários para os data centers. “Precisamos de mais trabalhadores, não menos”, afirmou.

Em 2025, o gerente sênior de robótica da Meta, Eric Xu, teria indicado que a empresa pretende inserir robôs em seus centros de dados no longo prazo. Entre os objetivos estão acelerar a resposta a acidentes, monitorar o ambiente e realizar manutenção preventiva.

Custos e receio dos funcionários

A adoção dessas máquinas ganhou espaço depois que o hardware ficou mais barato e o desenvolvimento da inteligência artificial avançou. Também aumentou o número de startups que produzem robôs para trocar cabos, montar servidores e substituir peças.

Defensores da tecnologia dizem que os robôs podem assumir tarefas repetitivas e perigosas, deixando os trabalhadores responsáveis por problemas mais complexos. A automação também poderia permitir a operação de data centers em locais subaquáticos, no espaço ou em ambientes inóspitos para seres humanos.

Funcionários da Meta, porém, afirmam temer a substituição ou a precarização dos empregos. Um deles disse que a empresa busca pessoas capazes de seguir instruções de inteligência artificial, em vez de trabalhadores que apresentem soluções criativas ou façam diagnósticos complexos.

As discussões também envolvem benefícios fiscais concedidos à Meta para a construção de data centers em estados americanos. A expectativa associada às isenções é a criação de empregos locais. Em Altoona, onde a empresa abriu um centro em 2014, a companhia teria economizado milhões de dólares em imposto predial.

O prefeito da cidade, Dean O'Connor, afirmou que ainda não havia refletido muito sobre a possibilidade de os robôs substituírem empregos no data center. Para ele, a mudança é inevitável e será enfrentada conforme ocorrer.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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