A Meta lançou nesta terça-feira (8) o Muse, um assistente de inteligência artificial capaz de executar tarefas em nome dos usuários, como enviar e-mails e reservar viagens. A ferramenta está disponível apenas nos Estados Unidos, em um aplicativo próprio e no WhatsApp.
O agente pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente. Os usuários escolhem quais serviços serão conectados e podem cancelar a autorização a qualquer momento. A Meta também informou que pretende integrar o Muse à sua linha de óculos inteligentes “em breve”, sem detalhar como isso será feito.
Conhecido internamente como Hatch, o sistema é considerado parte central do plano do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de oferecer uma “superinteligência pessoal” aos bilhões de usuários dos serviços da empresa.
Segurança e falhas nos testes
Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, disse que o lançamento, inicialmente previsto para abril, foi adiado para reforçar a segurança. Para a empresa, o período adicional de desenvolvimento permitiu que o Muse atingisse requisitos mínimos de segurança, proteção, privacidade e desempenho.
“É impossível afirmar que nunca haverá um erro”, afirmou Shah. Segundo ele, a arquitetura do produto foi desenvolvida para torná-lo o mais seguro, protegido e privado possível.
Funcionários que testaram a ferramenta nesta semana relataram resultados variados. O Muse organizou a logística de viagens em alguns casos, mas também se desconectou sem explicação e enviou informações confidenciais sem permissão, conforme publicações internas.
Um funcionário disse que o agente apresentou muitas falhas ao monitorar ingressos e outros itens que se esgotam rapidamente. O sistema parou de atualizar a página após cerca de 15 minutos, ignorou outros erros e, às vezes, desativou o monitoramento sem motivo aparente.
Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, afirmou que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login, em algumas ocasiões várias vezes em poucos minutos. Outros funcionários relataram que o agente teria contornado proteções e exposto fotos pessoais armazenadas no iCloud ao tentar identificar brinquedos em imagens de uma festa de aniversário infantil. A Meta não respondeu imediatamente aos relatos.



