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Lula cria reservas no Amazonas e amplia parque nacional no Piauí

Novas áreas protegidas somam cerca de 669 mil hectares; governo também anunciou recursos para restauração e gestão territorial.

Lula cria reservas no Amazonas e amplia parque nacional no Piauí
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (8) decretos para criar quatro unidades de conservação no Amazonas e ampliar o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A cerimônia foi realizada em referência ao dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.

As novas áreas são Reservas de Desenvolvimento Sustentável localizadas na região de influência da BR-319, no sul do Amazonas. Juntas, elas abrangem cerca de 669 mil hectares. O modelo permite o uso sustentável dos recursos pelos moradores e busca preservar a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais.

No Piauí, o Parque Nacional de Sete Cidades passou a ter 13.502 hectares após a ampliação nos municípios de Brasileira e Piracuruca. A medida tem como objetivos proteger espécies ameaçadas e estimular o turismo. Lula viaja ao estado nesta quarta-feira (9) para participar de eventos oficiais e de campanha.

Durante o discurso, Lula criticou a política ambiental do governo anterior, de Jair Bolsonaro, e mencionou a expressão “passar a boiada”, usada pelo então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ao defender mudanças em normas ambientais. “Enquanto vocês estão aplaudindo, tem muita gente nos odiando”, declarou o presidente.

Foi o primeiro discurso de Lula desde o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. O presidente não comentou o episódio.

Recursos e concessões

O BNDES anunciou medidas para restauração ecológica e gestão territorial na Amazônia. O Fundo Clima destinará R$ 180 milhões à recuperação de mais de 10 mil hectares na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará.

O Fundo Amazônia, por sua vez, repassará R$ 50,5 milhões em recursos não reembolsáveis ao projeto Naturezas Quilombolas. O dinheiro será usado na elaboração e na implementação de planos de gestão em comunidades quilombolas.

Também foram formalizados contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá, no Amazonas. As áreas somam 162,7 mil hectares e envolvem R$ 240 milhões em investimentos, concluindo a concessão de três áreas da unidade de conservação.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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