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As regras, apelidos e hábitos incomuns dos presidentes brasileiros

De proibições impostas por Jânio Quadros a frases de Figueiredo, presidentes acumularam manias e episódios curiosos.

As regras, apelidos e hábitos incomuns dos presidentes brasileiros

Jânio Quadros ficou apenas sete meses na Presidência, mas nesse período proibiu brigas de galo, o uso de biquínis em concursos de miss e corridas de cavalo de segunda a sexta-feira. Antes, como governador de São Paulo, também havia vetado o rock em bailinhos, por considerar o ritmo nocivo às famílias brasileiras.

Durante a campanha, Jânio buscava construir uma imagem popular. Fingiu desmaiar de cansaço em discursos, colocou talco no paletó para simular caspas e se sentou na calçada para comer sanduíche de mortadela, segundo o jornalista Rodrigo Vizeu, autor do livro “Os Presidentes”.

Dos apelidos às marchinhas

A sátira política assumia outras formas antes das redes sociais. De acordo com Vizeu, presidentes eram alvo de charges, notas maldosas em jornais e revistas e comentários depreciativos.

Rodrigues Alves recebeu o apelido de Soneca e aparecia em desenhos usando pijama, em parte por gostar de ficar em casa. Hermes da Fonseca foi chamado de Dudu Urucubaca por causa da fama de pé-frio. Seu mandato coincidiu com crises econômicas, a morte da primeira esposa e uma viagem a Portugal que ocorreu junto da queda da monarquia portuguesa. Uma marchinha dizia: “Ai Filomena, se eu fosse como tu/Tirava a urucubaca da careca do Dudu”.

Arthur Bernardes era conhecido como Seu Mé, apelido associado ao formato longo e fino de seu rosto. Castelo Branco foi chamado de Quasímodo, em referência ao personagem corcunda de Notre Dame. Já Eurico Dutra virou alvo da marchinha “Voxê que Xabe”, que fazia referência à troca do “c” pelo “x” em sua fala.

Manias e imagens pessoais

Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente do Brasil, usava perfume de violetas na barba. Marechal do Exército, participou da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. Embora fosse amigo de dom Pedro 2º, mudou de posição no fim da monarquia. Antes disso, escreveu a um sobrinho: “República no Brasil é coisa impossível, porque será uma verdadeira desgraça”.

Costa e Silva era apontado como pouco interessado em leitura. Segundo a história contada sobre ele, teria dito a um marechal que carregava um livro que aquilo era perda de tempo e que preferia fazer palavras-cruzadas.

A altura também entrou no repertório das comparações. Jair Bolsonaro aparece como o presidente mais alto, com 1,85 m. Getúlio Vargas tinha estatura estimada entre 1,60 m e 1,62 m. Dilma Rousseff, a única mulher entre os presidentes mencionados, tem 1,68 m; 11 mandatários são apontados como mais baixos do que ela.

Proibições, derrotas e frases

Dona Santinha, mulher de Eurico Dutra, era conhecida por sua forte religiosidade. O casal se conheceu na casa do avô de Fernando Henrique Cardoso. Em 1946, Dutra determinou o fim dos jogos de azar e fechou os cassinos do país. A decisão foi associada à influência dela.

Jair Bolsonaro também ficou marcado por cenas incomuns durante o período em que ocupou a Presidência. Ele ofereceu uma caixa de cloroquina a emas que viviam no palácio presidencial e foi filmado comendo pão francês com leite condensado.

Depois de perder a eleição de 2022 para Lula, Bolsonaro não passou a faixa presidencial ao sucessor. Floriano Peixoto havia adotado postura semelhante no início da República: recusou-se a receber Prudente de Morais, primeiro presidente não militar e primeiro eleito por voto. Naquele período, mulheres e homens que não sabiam ler e escrever não podiam votar.

João Batista Figueiredo, último presidente da ditadura, ficou conhecido por declarações grosseiras. Ao ser questionado por um estudante de dez anos sobre o que faria se o pai da criança recebesse salário mínimo, respondeu: “Eu dava um tiro no coco”. Em outra ocasião, afirmou preferir o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo. Ao deixar o cargo, pediu que os brasileiros o esquecessem.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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