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Diana Cruz se forma em Terapia Ocupacional após cuidar da filha com síndrome rara

Contadora iniciou a graduação em 2022 para compreender melhor as necessidades de Giovanna e agora pretende atender crianças e idosos.

Diana Cruz se forma em Terapia Ocupacional após cuidar da filha com síndrome rara
Foto: Tiago Côrtes/g1RR

A contadora Diana Cruz, de 47 anos, concluiu a graduação em Terapia Ocupacional depois de transformar a experiência de cuidar da filha Giovanna, de 16, em motivação para uma nova carreira. A menina tem síndrome de Angelman, uma condição genética rara, e foi diagnosticada quando tinha 1 ano e 3 meses.

Diana integrou a primeira turma de Terapia Ocupacional de Roraima, formada em agosto pela Faculdade Claretiano, em Boa Vista. O profissional da área auxilia pessoas com dificuldades físicas, cognitivas, sensoriais ou emocionais a realizar atividades do dia a dia com mais autonomia e independência.

A decisão de iniciar o curso veio da percepção de que faltavam profissionais preparados para acompanhar Giovanna. Diana começou a graduação em 2022 com o objetivo de entender melhor as necessidades da filha e ajudá-la. Ao longo da formação, porém, passou a enxergar a possibilidade de exercer uma nova profissão.

Diagnóstico e busca por estímulos

As primeiras suspeitas sobre a condição de Giovanna surgiram quando ela tinha 3 meses. Aos 5 meses, apresentava espasmos, não se sentava e apagava do nada. O diagnóstico foi confirmado em Manaus, após a família procurar diferentes profissionais de saúde.

Diana conta que, durante a investigação, ouviu de profissionais que deveria aceitar a possibilidade de a filha não andar nem falar. A experiência fez com que se sentisse impotente e reforçou a busca por alternativas de acompanhamento.

Giovanna tinha uma rotina clínica de segunda a sábado, mas a mãe não percebia avanços com a frequência intensa de terapias. Depois de reduzir os atendimentos e diversificar os estímulos, a menina passou a fazer natação e equoterapia. Ela deu os primeiros passos aos 3 anos e 9 meses.

A experiência levou Diana a compreender a importância de um acompanhamento que considere as necessidades e as possibilidades de cada pessoa. Para ela, o laudo não define quem alguém é.

A trajetória escolar de Giovanna também foi marcada, segundo a mãe, por exclusão e falta de adaptação. Ela entrou em uma escola regular aos 2 anos. Aos 9, passou a ser excluída das interações e era vista pelos colegas como um bebê.

Nova profissão

Diana também enfrentou dificuldades para conciliar a formação em Contabilidade, o trabalho e os cuidados com a filha. Em uma situação de crise convulsiva e problemas de saúde de Giovanna, deixou o emprego para cuidar dela.

Durante o curso, os conhecimentos adquiridos ajudaram Diana a compreender melhor a condição da filha e a identificar precocemente sinais da doença de Parkinson na própria mãe. Ela aplicou técnicas de mobilidade aprendidas na graduação, que ajudaram a reduzir algumas limitações físicas provocadas pela doença.

Como terapeuta ocupacional, Diana pretende conciliar os cuidados com Giovanna com o atendimento a crianças e idosos. O objetivo é ajudar os pacientes a resgatar a própria história de vida e sua essência, sem reduzi-los ao laudo clínico.

“Cheguei até aqui e venci”, afirmou. Ela também disse que deseja ajudar pessoas a não se limitarem e a serem vistas para além das limitações.

Diana é mãe de Isabelle Cruz, de 24, Guilherme Cruz, de 21, e Giovanna. Com o diploma, passa a integrar a primeira geração de profissionais formados em Terapia Ocupacional em Roraima.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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