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Empresário condenado por morte em Ribeirão Preto pede regime semiaberto

Alexsandro Ichisato de Azevedo cumpriu 13 anos de uma pena de 18 anos e aguarda decisão sobre a progressão.

Empresário condenado por morte em Ribeirão Preto pede regime semiaberto
Foto: Reprodução/EPTV

O empresário Alexsandro Ichisato de Azevedo aguarda a análise de um pedido para cumprir o restante da pena em regime semiaberto. Condenado pela morte do estudante Marcos Delefrate durante as manifestações de 2013 em Ribeirão Preto (SP), ele afirmou a avaliadores que pretende abrir uma loja de compra e venda de veículos ou trabalhar na construção civil quando deixar a prisão.

Ichisato está na Penitenciária Compacta de Tupi Paulista (SP), onde cumpre pena por homicídio duplamente qualificado e por quatro tentativas de homicídio qualificado, relacionadas aos ferimentos sofridos por outros manifestantes. Ele já cumpriu 13 anos de uma pena total de 18 anos, mais de dois terços do período, e pode obter a progressão caso atenda aos requisitos legais, incluindo bom comportamento.

Os exames exigidos para embasar o pedido foram solicitados pela defesa em setembro de 2025. A autorização saiu em abril deste ano, e a avaliação foi realizada em 24 de agosto, após quase um ano de espera. Os laudos registraram boa conduta recente na prisão, sem infrações nos últimos 12 meses. A Comissão Técnica de Classificação da unidade também se manifestou a favor da mudança de regime, embora Ichisato não estivesse trabalhando ou estudando no momento dos exames.

A Promotoria se opôs ao pedido. O promotor Lincoln Gakiya considerou a gravidade do crime, faltas disciplinares registradas em 2022 e um possível risco de fuga diante da pena restante até 2031. A defesa classificou o parecer como desmedido. “A progressão depende de requisitos simples: a pessoa ter cumprido a pena necessária e ter uma boa avaliação da penitenciária”, afirmou o advogado Wagner Simões.

Avaliações sobre comportamento e o crime

O relatório social descreveu Ichisato como colaborativo e apontou reflexão sobre a situação processual. Já a avaliação psicológica registrou comunicação acelerada, humor eufórico e ansiedade elevada. Segundo o documento, suas funções psíquicas e sua memória estavam preservadas, mas havia traços de personalidade impulsiva.

Sobre o crime, a psicóloga afirmou que o empresário assumiu a responsabilidade apenas parcialmente e alegou estar sob efeito de benzodiazepínicos e hipnóticos. Ao serviço social, ele descreveu o episódio como um evento atípico provocado por descontrole emocional.

O caso ocorreu depois de um desentendimento com manifestantes que bloqueavam uma via pública. Ichisato acelerou um veículo SUV contra a multidão, matou Marcos Delefrate, de 18 anos, e feriu outros pedestres. Ele deixou o local sem prestar assistência e foi preso pela polícia em Bragança Paulista (SP), em 18 de julho de 2013.

Em fevereiro de 2020, o 2º Tribunal do Júri de Ribeirão Preto estabeleceu pena de 64 anos de reclusão em regime fechado. A progressão ao semiaberto foi concedida em fevereiro de 2022, mas acabou revogada depois de duas faltas disciplinares graves, em abril e setembro de 2022. Em 25 de abril de 2023, Ichisato foi levado para a Penitenciária de Tupi Paulista, onde permanece preso.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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