SÃO PAULO — Shaira, de 7 anos, uma das seis vítimas do desabamento de um prédio em construção, será velada e sepultada no domingo (20), em São Paulo. A cerimônia começa às 11h, e o enterro está marcado para as 13h, no Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste da capital.
Nascida no Brasil, a menina era filha de bolivianos. O desabamento ocorreu no sábado (12). Uma das vítimas já foi sepultada, enquanto outras quatro devem ser levadas para a Bolívia, onde serão enterradas.
Obras e escola interditadas
Depois do desabamento, a Prefeitura de São Paulo determinou a paralisação de 29 obras relacionadas às construtoras responsáveis pelo prédio. Uma delas fica ao lado do Núcleo de Educação Infantil Vivência e Convivência, na Penha, Zona Leste.
A Subprefeitura da Penha informou que fiscalizou a obra da Rua Padre Olivetanos, nº 455, de responsabilidade da New Home, e determinou a interdição do local. Segundo a prefeitura, o imóvel estava abandonado. Os pedidos de Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova foram indeferidos em 16 de maio de 2025 e em 8 de julho de 2026, conforme a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento.
O prédio da escola infantil, no nº 475, foi totalmente interditado na quarta-feira (16). A prefeitura afirmou que a decisão ocorreu por causa do risco apresentado pela edificação vizinha, que poderia comprometer a segurança da unidade. A reabertura dependerá de solicitação formal, laudo técnico e outros documentos que comprovem as condições de segurança.
A direção da escola afirma que registra problemas relacionados à obra vizinha desde 2023 e que acompanha o caso com medidas técnicas, administrativas e judiciais. Uma perícia judicial identificou vícios estruturais e construtivos na obra, mas, segundo a instituição, não apontou risco de colapso iminente na unidade por causa de fissuras e infiltrações.
Após os acontecimentos, a Justiça determinou nova vistoria técnica no imóvel vizinho, a ser feita pela Prefeitura, pela Subprefeitura da Penha e pela Defesa Civil. A escola realizou uma reunião extraordinária com as famílias na quarta-feira (16) e afirmou que aguarda as providências do poder público.



