O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, passou a quinta-feira (10) em reuniões com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. No mesmo dia, o tribunal cancelou a sessão do plenário e adiou um pronunciamento de Alexandre de Moraes.
O anúncio da fala de Moraes foi feito no começo da manhã. O pronunciamento estava previsto para 11h, mas o aviso foi cancelado menos de uma hora depois, sem explicação. O STF informou que a manifestação será remarcada.
Pouco depois do meio-dia, Fachin cancelou a sessão de julgamentos do plenário pelo segundo dia consecutivo. Também foi suspensa a sessão da Primeira Turma prevista para terça-feira (15).
Sem compromissos públicos, Fachin se reuniu durante a tarde com Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça e Paulo Gonet. Depois, conversou com Cristiano Zanin e se encontrou com Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. No começo da noite, esteve com Cármen Lúcia no gabinete da ministra.
Medidas adotadas pelo presidente do STF
Na terça-feira (8), após decisões individuais de ministros sobre o mesmo assunto, Fachin marcou para terça-feira (15) uma sessão plenária para analisar o relatório sobre as 52 mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.
Fachin também suspendeu a decisão de Mendonça que havia afastado do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Em seguida, derrubou a decisão de Flávio Dino que havia reintegrado os diretores. Com isso, Andrei Rodrigues e Leandro Almada permanecem nos cargos.
O presidente do STF ainda suspendeu procedimentos que poderiam levar a investigações contra ministros da Corte. Pela determinação, qualquer medida desse tipo deverá passar primeiro pela presidência do tribunal.
Em outra decisão, Fachin retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news e assumiu a condução da investigação, que deverá passar por um pente-fino.



