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Fachin define regras de sessão do STF sobre mensagens de Vorcaro

Sessão discutirá relatório da PF sobre mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, mas ainda há dúvidas sobre o rito.

Fachin define regras de sessão do STF sobre mensagens de Vorcaro
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, trabalha na definição das regras da sessão extraordinária que discutirá o relatório da Polícia Federal sobre mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes. O documento levanta suspeitas sobre a relação entre o banqueiro e o ministro.

O regimento do STF não estabelece um roteiro para esse tipo de sessão. A análise, pelo plenário, de um relatório da Polícia Federal que envolve suspeitas sobre um integrante da Corte é inédita. Por isso, caberá a Fachin montar o rito do encontro. As conversas entre ministros e o presidente do Supremo nesta quinta-feira (10) também trataram do formato da reunião.

Fachin defende que a sessão seja aberta, como ocorre nos julgamentos do plenário. A expectativa é que André Mendonça apresente o relatório da PF e que Alexandre de Moraes faça sua defesa.

Ainda não está definido se o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também é citado no documento, participará. Também precisam ser esclarecidos o eventual voto de Moraes sobre um pedido de investigação contra ele próprio, a participação de Mendonça — que sugeriu levar o relatório ao plenário — e a presença de Dias Toffoli.

Toffoli admitiu ser sócio da empresa que vendeu participação em um resort para fundos ligados a Daniel Vorcaro.

Nesta quinta-feira (10), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirmou considerar importante que questões de relevância institucional sejam examinadas pelo plenário de forma colegiada, pública e transparente. A entidade disse que isso permitiria à sociedade acompanhar os procedimentos e conhecer os fundamentos das decisões.

A professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas Luísa Ferreira afirmou que o Supremo deve responder juridicamente à crise. Para ela, havendo indícios de práticas criminosas, a instituição deve investigar, sem que isso signifique processar ou punir alguém.

O jurista Álvaro Jorge, professor da FGV Direito - RJ, disse que os ministros podem contribuir para recuperar a credibilidade do Supremo. Ele defendeu que a Corte apresente à sociedade, de forma transparente, as posições em conflito e a fundamentação jurídica de cada ministro.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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