BRAZLÂNDIA — Um estudante de 11 anos foi enforcado com o uniforme por duas adolescentes dentro do Centro Educacional 02, escola cívico-militar de Brazlândia, no Distrito Federal, afirma a família. O caso ocorreu na última quinta-feira (3) e é investigado pela 18ª Delegacia de Polícia como lesão corporal e ato infracional praticado por adolescente.
O menino está no 6º ano e estuda no período vespertino. As adolescentes apontadas pela família como responsáveis pela agressão são alunas do 7º e do 9º ano. Ao voltar para casa, o estudante apresentava marcas no pescoço e nas costas. A direção da escola teria classificado o episódio como uma brincadeira.
Relato da família
De acordo com a mãe, a agressão teria sido uma retaliação depois de o garoto denunciar que as colegas fumavam dentro da escola. A família também menciona episódios anteriores de bullying. O aluno tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo os familiares.
No dia do episódio, o estudante foi à escola para fazer a Avaliação de Monitoramento das Aprendizagens da Educação Básica (Amaeb). A família afirma que a direção não comunicou os pais imediatamente, não acionou a Polícia Militar nem buscou atendimento médico. O menino teria permanecido isolado em uma sala até concluir a avaliação.
A tia questionou a conduta da unidade: "A gente quer saber por que não avisaram a família. Por que, no momento da agressão, não tomaram as medidas cabíveis".
A família foi chamada para uma reunião na escola nesta terça (8). Após ouvir novamente que o episódio teria sido uma brincadeira, decidiu transferir o aluno para outra unidade.
Posição da Secretaria de Educação
A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal informou que, conforme a equipe gestora, as estudantes receberam as medidas disciplinares cabíveis. A Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Brazlândia tomou conhecimento do caso na última quinta-feira (3) e acompanha a situação.
A pasta também informou que está sendo viabilizada a transferência do estudante, conforme pedido da mãe. Em nota, afirmou que não compactua com formas de violência no ambiente escolar e que ocorrências desse tipo são tratadas com providências destinadas a preservar a integridade e a segurança dos estudantes.



