RIO BRANCO — O 32º Grito dos Excluídos e das Excluídas reuniu 80 grupos, entre associações e sindicatos, durante os preparativos para o desfile cívico-militar de 7 de setembro. O ato defendeu o direito à moradia e a valorização dos direitos das mulheres.
A mobilização ocorreu no Centro de Rio Branco, com a participação de organizações como a Pastoral do Imigrante e o Movimento das Mulheres Negras. Neste ano, os manifestantes não entraram na rua destinada ao desfile e permaneceram com cartazes e faixas na Praça da Revolução.
Aurinete Brasil, da Pastoral do Imigrante, afirmou que o objetivo é denunciar estruturas consideradas opressoras e excludentes no país e no mundo. O movimento também defende a busca pela paz e se posiciona contra injustiças atribuídas ao sistema capitalista e imperialista.
Segundo Brasil, o ato reúne pessoas que desejam se manifestar em um momento democrático. Ela disse que mais de 40 movimentos e associações estavam representados na mobilização.
Origem do movimento
O Grito dos Excluídos surgiu no Brasil em 1994. A primeira edição foi realizada em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade daquele ano. Em 1999, a manifestação se estendeu para as Américas.
A mobilização é descrita como uma manifestação popular de força social, voltada à defesa da dignidade do povo, à denúncia da violência institucional e à cobrança de responsabilidade social das autoridades. Os participantes ocupam espaços públicos para reivindicar acesso a direitos básicos e organizar ações políticas em defesa de uma sociedade mais igualitária, justa e fraterna.



