JECEABA — Uma morte por febre maculosa foi confirmada em Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. Outras duas mortes associadas à doença ainda dependem de exames, informou a Secretaria Estadual de Saúde.
“Minas Gerais registrou, até 27/08, 36 casos confirmados e 11 óbitos por febre maculosa. Em Jeceaba foi confirmado 1 caso com óbito e dois estão em investigação”, disse a secretaria em nota.
A doença é infecciosa e transmitida por um tipo de carrapato encontrado com mais frequência em capivaras. O parasita também pode aparecer em animais domésticos, como cães, gatos e cavalos. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor muscular constante, diarreia e dor abdominal. A evolução pode variar de quadros leves a formas graves, com elevada taxa de letalidade.
Medidas adotadas no município
Após a confirmação da morte, a Prefeitura de Jeceaba iniciou ações de prevenção e controle, principalmente nas margens do rio frequentadas por capivaras. Desde quinta-feira (3), áreas públicas próximas a possíveis focos de carrapatos estão temporariamente interditadas. Quadras esportivas localizadas às margens do rio estão entre os locais afetados, e cartazes foram distribuídos pela cidade.
De acordo com o secretário, os espaços de circulação das capivaras estão sendo pulverizados. Os animais não recebem diretamente o produto porque têm hábitos noturnos e podem apresentar comportamento agressivo. Profissionais de saúde também foram orientados a observar pacientes com sintomas compatíveis e investigar contato com carrapatos ou permanência em áreas de risco.
Para reduzir o risco, a orientação é usar roupas que cubram braços e pernas, botas quando possível e repelente nas áreas expostas e sobre as roupas. Depois de visitar locais de risco, é recomendado examinar o corpo e as roupas, tomar banho e trocar de roupa. Animais de estimação também devem ser examinados após passeios.
Quem apresentar sintomas depois de possível exposição deve procurar uma unidade de saúde e informar o contato com carrapatos ou a permanência em áreas de risco. A prefeitura também alertou para a circulação de informações não confirmadas sobre a situação epidemiológica local.



