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Jovens estreantes dividem escolhas entre candidatos e voto nulo em 2026

Sete eleitores de 16 a 21 anos relatam prioridades como segurança, custo de vida, saúde mental e combate à corrupção.

Jovens estreantes dividem escolhas entre candidatos e voto nulo em 2026
Foto: folhapress

Mais de cinco milhões de novos eleitores devem votar em 2026 para escolher o chefe de Estado pelos próximos quatro anos. Entre adolescentes de 16 e 17 anos, porém, o interesse diminuiu: o número de eleitores com título caiu 23%, de 2,1 milhões para 1,6 milhão. A retração foi maior que a média de todas as idades, que recuou 5,6%, segundo o IBGE.

O grupo ouvido reúne sete jovens de 16 a 21 anos, moradores de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Goiânia. Eles se identificam com juventudes partidárias ligadas a Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Também foi entrevistado um eleitor que pretende votar nulo.

Prioridades econômicas e sociais

Ana Beatriz Rocha, de 16 anos, mora em São Paulo e apoia Lula. Estudante do ensino médio incompleto, ela participa de um coletivo de juventude ligado ao PT e destaca o Pé-de-Meia, programa que paga bolsas para manter alunos na escola. A jovem também defende o fim da escala 6x1 e afirma que acusações contra políticos devem ser esclarecidas antes de definir o voto.

João Eduardo Gomes, de 20 anos, vive em Belo Horizonte, participa da juventude do Novo e apoia Romeu Zema. O estudante, que pretende cursar direito, defende privatizações para reduzir o uso político de estatais. Ele faz uma ressalva em relação ao Banco do Brasil, que considera não precisar ser privatizado porque ainda dá lucro. Para ele, o voto só terá valido a pena se o custo de vida cair.

Marcos Neves Júnior, estudante de ciências contábeis de São Paulo, escolheu Flávio Bolsonaro. Sua decisão é associada à defesa da família, da fé e de punições mais severas na segurança pública. Ele apoia a castração química para condenados por estupro e a classificação de facções criminosas como terroristas. Mesmo diante das investigações envolvendo o senador no caso Dark Horse, afirma não ver irregularidade no apoio de um empresário ao filme.

Segurança e rejeição à polarização

Rafaella Ellen, de 16 anos, mora em Fortaleza e votará em Renan Santos. A insegurança nas ruas foi determinante para sua escolha. Ela apoia o chamado direito penal do inimigo, a construção de superpresídios de segurança máxima e a intervenção militar em comunidades, embora reconheça a necessidade de cuidado com a militarização.

Vitor Luiz Mota, de 18 anos, é de Goiânia, participa da juventude do PSD e apoia Ronaldo Caiado. Ele considera o combate ao crime a prioridade do governo e defende a redução da maioridade penal para 16 anos, penas equivalentes para furto e roubo e o enquadramento de facções e milícias como grupos terroristas. Em um segundo turno sem Caiado, afirma que apoiaria Flávio Bolsonaro e não votaria no PT.

Yasmim Rodrigues, de Belo Horizonte, rejeita a disputa entre lulismo e bolsonarismo e escolheu Augusto Cury. Sem religião e com ensino médio incompleto, ela se interessou pelas propostas relacionadas à saúde mental dos jovens e ao excesso de telas. Também apoia o uso de drones para auxiliar no combate à violência doméstica.

Vinicius Fernandes, morador de São Paulo e formado em análise e desenvolvimento de sistemas, pretende votar nulo nos dois turnos. Ele afirma ter pouco interesse em política e diz que governos de esquerda e de direita produziram pouca transformação. Suas principais preocupações são a segurança nas ruas e a criação de oportunidades para profissionais de tecnologia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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