O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se manifeste sobre os registros de entrada e saída de cinco pessoas nas dependências da Casa.
A decisão, tomada nesta quarta-feira (23), inclui o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Também abrange Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT); Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”; e o sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
Os três últimos tiveram os nomes citados em investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Fux deverá analisar se houve visitas de Viviane e Vorcaro a senadores entre 2019 e 2026.
Origem do pedido
Fux é relator de uma ação apresentada pelo vereador de Curitiba e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo-PR). O processo busca informações sobre os acessos ao Senado. Inicialmente, Alexandre de Moraes havia sido sorteado para relatar o caso, mas declarou impedimento por envolver sua esposa.
O escritório de Viviane Barci de Moraes assinou um contrato de R$ 131 milhões com o Master. Conforme relatório da Polícia Federal (PF), o documento teria sido editado pelo próprio Alexandre de Moraes.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram conversas com Rodrigo Fux, filho do relator e advogado. Em uma delas, Rodrigo chama o ex-banqueiro de “irmão”. Os diálogos também indicam que empresas ligadas ao dono do Master custearam uma viagem de Luiz Fux a Nova York e um almoço em homenagem ao ministro.



