O papa Leão 14 defendeu nesta quinta-feira (24) que a crise climática seja enfrentada com foco na prevenção, e não apenas na reação a desastres. Em audiência com integrantes da Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano, ele afirmou que o aquecimento global também envolve justiça social e solidariedade entre povos e gerações.
Segundo o pontífice, os desastres climáticos afetam principalmente pessoas pobres, comunidades com menos recursos para se adaptar e populações que dependem diretamente da terra, das florestas e dos oceanos para sobreviver. Para ele, a resposta deve incluir preparação e planejamento de longo prazo.
“Devemos passar da resposta de emergência à prevenção, da vulnerabilidade à preparação”, disse Leão 14. O papa tem defendido a proteção da natureza, em continuidade ao posicionamento ambiental de seu antecessor, Francisco, que relacionou o uso de combustíveis fósseis à mudança climática.
Alertas sobre inteligência artificial
O líder dos 1,4 bilhões de católicos também chamou atenção para os impactos ambientais da inteligência artificial. Ele mencionou a pressão sobre recursos naturais causada pelas grandes quantidades de energia e água usadas pelos sistemas atuais, além das emissões de dióxido de carbono associadas à tecnologia.
Leão 14 afirmou ainda que a IA pode ser aplicada em vigilância, manipulação e discriminação. Sua primeira encíclica papal, publicada em maio, pediu o desarmamento e a regulamentação da tecnologia.
O papa também alertou que capacidades cibernéticas avançadas e armas autônomas, quando desenvolvidas ou usadas sem salvaguardas e controle humano adequados, podem criar riscos à segurança e à paz internacional.


