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Economia

Vaticano amplia alerta sobre riscos da inteligência artificial

Papa Leão 14 defende regras globais para supervisionar a IA e alerta sobre seus efeitos na segurança e na paz internacional.

Vaticano amplia alerta sobre riscos da inteligência artificial
Foto: Reuters

O papa Leão 14 renovou nesta quinta-feira (24) os alertas do Vaticano sobre os riscos da inteligência artificial e defendeu que líderes globais supervisionem a tecnologia. O pontífice deve voltar ao tema na sexta-feira (25), em um discurso na sede da Unesco, em Paris.

Em maio, Leão 14 havia pedido a criação de regras globais para o setor. No discurso desta quinta-feira à Pontifícia Academia das Ciências, afirmou que a IA pode beneficiar a humanidade, mas também introduz novos riscos para a segurança e a paz internacional. O papa pediu que a supervisão da tecnologia seja conduzida com sabedoria.

O padre Paolo Benanti, assessor do Vaticano para questões relacionadas à IA, afirmou que as preocupações da Santa Sé antecedem os alertas recentes feitos por executivos de empresas como Anthropic, OpenAI e xAI. Para ele, o poder de transformação da tecnologia pode provocar mudanças sociais de difícil previsão.

Leão 14, primeiro papa nascido nos Estados Unidos, tem tratado dos riscos da IA ao longo de seus 16 meses de pontificado. Em seu primeiro documento de grande relevância, divulgado em maio, alertou que sistemas de inteligência artificial podem disseminar desinformação, priorizar conflitos e levar o mundo a um caminho de guerra interminável.

O cardeal Pietro Parolin, principal diplomata do Vaticano, voltou a defender uma regulamentação internacional em um evento realizado em Roma na semana passada. Ele afirmou que os países não devem agir isoladamente e defendeu a participação de todos na criação de regras comuns para a tecnologia.

Armas autônomas e desinformação

O Vaticano começou a tratar dos riscos da IA em 2019, quando promoveu duas conferências sobre os possíveis perigos da tecnologia. O papa Francisco, que morreu, alertou em um desses eventos que a desinformação disseminada por sistemas de IA poderia desencadear uma guerra mundial.

Em 2020, o Vaticano se uniu à Microsoft, à IBM, à FAO e ao governo italiano em um apelo por um desenvolvimento da IA que não tivesse como único objetivo ampliar os lucros ou substituir gradualmente pessoas no ambiente de trabalho.

Leão 14 também tem defendido supervisão para o desenvolvimento de sistemas de armamentos, incluindo os usados na guerra entre Rússia e Ucrânia. Em sua encíclica, afirmou que essas armas avançaram praticamente para além da capacidade humana de governá-las.

Benanti comparou drones equipados com IA a minas terrestres, que não distinguem seus alvos. Também associou os alertas atuais do Vaticano aos antigos apelos dos papas pelo desarmamento nuclear. Segundo ele, embora armas nucleares possam ser contadas e controladas por estarem armazenadas em instalações, a IA é menos visível.

Em 16 de setembro, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos informou ter criado uma força-tarefa sobre IA após reuniões de dirigentes com executivos. O grupo declarou que o diálogo tratou de manter os sistemas a serviço da humanidade e de enfrentar os perigos reais e atuais da tecnologia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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