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Trump rejeita novas leis para IA e defende pacto voluntário entre empresas

Após reunião com executivos de tecnologia, presidente dos EUA afirmou que os riscos da inteligência artificial devem ser tratados por autorregulação.

Trump rejeita novas leis para IA e defende pacto voluntário entre empresas
Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Donald Trump rejeitou a criação de regras mais rígidas para a inteligência artificial e afirmou que empresas de tecnologia concordaram com um pacto voluntário para administrar os riscos do setor. A declaração ocorreu após um almoço na Casa Branca com 20 executivos, entre eles Elon Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, na terça-feira (29).

O presidente chamou o acordo de moralmente vinculante e disse que o documento era quase como uma Constituição. Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes, também participou do encontro e afirmou que o compromisso prevê controles internos rigorosos, além de análises internas e externas.

Trump defendeu uma autorregulação ampla e disse que as leis existentes são suficientes para responder aos acontecimentos recentes. Em entrevista coletiva após o almoço, ele citou o Departamento de Justiça, o FBI e a CIA ao afirmar que agentes mal-intencionados seriam identificados.

A posição contraria pedidos feitos por empresas do setor, incluindo Anthropic, OpenAI e Google. As companhias defenderam leis que tornariam obrigatórias avaliações independentes de segurança e ampliariam as proteções de cibersegurança. Empresas de inteligência artificial também pressionam por uma isenção das leis antitruste para permitir a colaboração com concorrentes em temas de segurança.

A reunião ocorreu depois que Dario Amodei, da Anthropic, se juntou a Elon Musk e Sam Altman, da OpenAI, para pedir um acordo envolvendo todo o setor e uma desaceleração no desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial. As empresas vêm enfrentando preocupações relacionadas à segurança da tecnologia.

Trump se alinhou a David Sacks, seu ex-czar da IA, e a Jensen Huang, da Nvidia, ao rejeitar uma regulamentação mais rígida. O presidente chamou o setor de galinha dos ovos de ouro e disse que não se pode sufocar a inteligência artificial. Mais cedo, em um evento de apresentação do America.gov, site governamental movido por IA, afirmou: “Estamos à frente da China e de todos os demais, e quero que continue assim”.

A resistência de Trump também o colocou em desacordo com integrantes do movimento Maga. Steve Bannon, ex-estrategista do presidente, pediu neste mês uma desaceleração do desenvolvimento da IA. Candidatos republicanos em disputas acirradas nas eleições de meio de mandato defenderam novas leis e restrições à construção de centros de dados.

O almoço contou ainda com executivos da OpenAI, do Google, da Microsoft e da Palantir. A presença de Amodei chamou atenção porque ele lidera a defesa de uma supervisão mais rigorosa da inteligência artificial. Na noite de domingo, Trump havia jantado com o executivo na Casa Branca e o classificado como muito respeitado.

Após o encontro, o presidente também afirmou que as empresas de tecnologia trabalharão para que as comunidades fiquem satisfeitas com a construção de centros de dados. A expansão dessa infraestrutura tem provocado insatisfação em comunidades de todo o país por causa de preocupações com a demanda por eletricidade, os custos de serviços públicos e outros impactos locais. Trump disse que os centros de dados farão coisas financeiramente benéficas pelas comunidades.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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